URNAS ELETRÔNICAS

 

Eleições no Brasil acontecem no próximo domingo. Em todo o território nacional os brasileiros deverão votar através da votação eletrônica, então escolhi falar sobre as urnas eletrônicas.

 

Hardware

 

O design original da urna eletrônica já passou por diversas revisões e atualizações, mas a versão atual (modelo UE2000) é fabricado pela empresa brasileira FIC Brasil. Os componentes é composta pelo terminal de votação (a urna propriamente dita) e um terminal de atendimento.

O terminal de votação pode fazer qualquer calculadora científica atual se roer de inveja: ele conta com um processador X86, 256 MB de memória RAM, um visor de LCD e interfaces USB, Serial, SmartCard, PS/2 e CompactFlash.

 

 Software

É composta de uma versão do sistema Linux criada por uma empresa autorizada pelo TSE. 180 dias antes das eleições, esse código é liberado para membros dos partidos políticos, da OAB e do Ministério Público, que o fuçam de cabo a rabo, procurando por bugs e falhas para reportarem ao tribunal. Até 20 dias antes das eleições, o código final é apresentado novamente, junto com os manuais, documentação e executáveis.

Antes das eleições começarem, os dados da zona e da sessão eleitoral em que a urna está são carregados nela, além de dados dos futuros políticos candidatos. Os dados da votação são gravados com criptografia em um cartão CompactFlash e extraídos no final do processo para um pendrive USB. Dentro do pendrive ficam gravados um boletim da urna.

 

Segurança e Fraude

 

Em 2009 o Tribunal Superior Eleitoral, confiante que tinha feito um bom trabalho no código-fonte, criou um desafio: convidou hackers a invadirem a urna eletrônica usando apenas seus conhecimentos técnicos e impondo várias restrições. 20 especialistas em segurança bateram suas respectivas cabeças no teclado durante 4 dias seguidos, tentando acessar os dados de teste dentro dos aparelhos. Devido às restrições impostas pelo tribunal, nenhum deles teve sucesso, embora os testes tenham servido para aperfeiçoar a segurança da votação. Segundo alguns dos especialistas presentes, se eles pudessem usar de engenharia social ou de programas específicos, garantem que conseguiriam invadir o aparelho tão facilmente quanto tirar um doce de uma criança.

As eleições são um passo importante no governo do país e uma fraude nesse processo é considerado serious business. Por isso o TSE elaborou diversos métodos de auditorias para garantir que nenhum voto seja fraudado. Um desses processos é a chamada votação paralela. A urna também conta com lacres e mecanismos de segurança que evidenciam se houve violação ou não, além das ditas hashes dos sistemas citadas acima serem conferidas antes da contagem dos votos.

 

Eu acredito, que as urnas até são seguras, mas acho que podem ser fraudulentas as contagem de votos, vamos supor a cada 10 votos nulos um software interno colocar alguns votos para outros candidatos. Quem irá garantir que a contagem é tão segura e eficaz, até o próprio Windows as vezes pode contar errado, imagina uma urna eletrônica no BRASIL, vamos ver.

 

Com informações: Wikipediasite do TSE