28/11/2025 17h53 ⟳ Atualizada em 28/11/2025 às 17h53
O homem acusado de assassinar duas mulheres em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, recebeu uma nova condenação no Tribunal do Júri nesta sexta-feira (28). O réu foi sentenciado a 30 anos de reclusão pela morte de sua ex-companheira, Maria Aparecida da Rosa, de 33 anos, assassinada na frente dos próprios filhos em 18 de setembro de 2023.
Esta é a segunda condenação do acusado por homicídio. Ele já havia sido condenado a 30 anos e seis meses de prisão pelo estupro e assassinato de Júlia Antonello Paes, de 19 anos, crime ocorrido um mês antes, na localidade de Rabungo. De acordo com a Polícia Civil, Júlia teria sido morta por motivo de ciúmes.
Com o acúmulo das penas, o réu poderá permanecer preso em regime fechado por até 40 anos, limite máximo previsto pela legislação brasileira.
Crime contra a ex-companheira é detalhado em julgamento
O novo julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de São Joaquim, com base na denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A acusação foi conduzida pelo Promotor de Justiça Vinícius Silva Peixoto.
Segundo as investigações, o réu asfixiou e matou Maria Aparecida, cometendo o crime na presença dos dois filhos do casal. A motivação seria impedir que ela procurasse as autoridades para relatar o que sabia sobre o assassinato de Júlia, ocorrido semanas antes.
Maria Aparecida teria descoberto detalhes que poderiam incriminar o autor. A jovem Júlia só teve o corpo encontrado quatro meses depois, enrolado em um tapete na mata.
Os jurados reconheceram diversas qualificadoras, entre elas:
- Morte por asfixia
- Recurso que dificultou a defesa da vítima
- Cometimento do crime em contexto de violência doméstica, previsto como qualificadora na legislação da época
- A execução do crime na presença dos filhos, fator considerado no cálculo da pena
“A vida dessas mulheres importa”, diz Promotor de Justiça
Após a sentença, o Promotor Vinícius Silva Peixoto destacou a firmeza da decisão do Tribunal do Júri:
“A comunidade de Bom Jardim da Serra e toda a região serrana aguardavam uma resposta firme, e os jurados deixaram claro que a vida dessas mulheres importa, que a morte delas não ficará impune e que a Lei está aí para ser cumprida”.
A condenação encerra um dos casos mais graves de violência contra mulheres já registrados na região serrana, reforçando a atuação do Judiciário e do Ministério Público no enfrentamento a crimes desta natureza.
