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O piloto Fabiano Turibio enfrenta uma disputa judicial após ter sua motocicleta apreendida durante uma etapa da Copa Carlos Barcelos, no Rio Grande do Sul, em agosto do ano passado. Segundo ele, o veículo foi recolhido sob alegação de busca e apreensão por falta de pagamento, embora, conforme sustenta, não seja o bem descrito no processo.

Fabiano relatou que participava da competição quando recebeu a informação de que sua moto estava sendo apreendida. “Eu estava no hotel quando me ligaram dizendo que a moto estava sendo recolhida e perguntando se eu tinha a documentação. Eu fui imediatamente até o local e apresentei todos os documentos”, afirmou.

De acordo com o piloto, a motocicleta — uma BMW S1000RR ano 2012 — possui baixa administrativa e é destinada exclusivamente para uso em circuito fechado, o que, segundo ele, impossibilita qualquer tipo de financiamento. “Ela é uma moto baixada, própria para pista. Mesmo assim, foi apresentado um documento dizendo que havia busca e apreensão por falta de pagamento. Só que a moto que eles procuram é uma 2021. A minha é 2012. É o mesmo modelo, mas é outra moto, totalmente diferente”, declarou.

Desde a apreensão, Fabiano afirma que está impedido de competir. Ele perdeu a temporada passada e, com o início do novo campeonato previsto para 28 de março, ainda não obteve decisão favorável para reaver o veículo.

Defesa aponta erro de identificação

O advogado de Fabiano informou que já ingressou com ação judicial para demonstrar que houve erro na identificação do bem. “Estamos tratando de um caso claro de equívoco na individualização do veículo. São motos de anos distintos, com características próprias e registros diferentes. Além disso, trata-se de motocicleta com baixa administrativa, destinada exclusivamente a uso em pista, o que reforça a incompatibilidade com a alegação de financiamento ativo”, explicou o defensor.

Segundo ele, a prioridade é comprovar judicialmente que o veículo apreendido não corresponde ao objeto da ação de busca e apreensão. “Nosso objetivo é restabelecer o direito do cliente e minimizar os prejuízos esportivos e financeiros já sofridos”, completou.

Banco diz que caso está sob análise jurídica

A reportagem entrou em contato com os advogados que representam o banco responsável pela ação. Em resposta, a defesa informou que o caso está sob análise do departamento jurídico e que as informações estão sendo tratadas diretamente com as partes envolvidas no processo.

Em nota, os representantes esclareceram: “O assunto encontra-se em tratativa no âmbito jurídico. Os advogados responsáveis estão cientes e realizando as verificações necessárias. Eventuais esclarecimentos serão prestados diretamente ao cliente e às partes envolvidas”.

Questionados sobre a possibilidade de manifestação pública para esclarecer a situação, os advogados reforçaram que a comunicação oficial ocorre exclusivamente dentro do processo judicial. Enquanto aguarda decisão da Justiça, Fabiano segue sem a motocicleta e sem competir. “Eu só quero que provem que não é a moto que eles estão procurando e que eu possa voltar às pistas”, concluiu.