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Reconhecida nacionalmente pela produção de maçãs de alta qualidade, a Serra Catarinense transforma o cultivo da fruta em uma experiência turística que une natureza, sabor e tradição. Municípios como São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra protagonizam esse cenário, consolidando a região como referência também no turismo rural.

Nos pomares abertos à visitação, o turista pode colher a própria maçã direto do pé, pesar e pagar apenas pelo que levar. A proposta, conhecida como sistema “colha e pague”, oferece uma vivência simples, mas cada vez mais procurada por quem visita a região durante o período de safra.

A produtora Suzana Wilpert, responsável pelo espaço “Mãe e Filha – Colhe e Pague Maçãs da Serra”, explica que a iniciativa surgiu de forma espontânea. O pomar, inicialmente voltado apenas à produção, começou a receber visitantes interessados em fotografar e colher a fruta. Diante da crescente procura, a família estruturou o atendimento ao público. Hoje, durante os meses de fevereiro, março e abril, o local recebe turistas que desejam viver a experiência de colher a maçã diretamente da macieira.

Segundo Suzana, além de complementar a renda, o projeto proporciona a realização de um sonho para muitos visitantes. “É gratificante ver pessoas de vários lugares do Brasil e até de outros países realizando o desejo de colher a fruta direto do pé. Para nós, que vivemos da maçã o ano todo, é emocionante compartilhar isso”, afirma.

A diferença no sabor é percebida já na primeira mordida. A maçã retirada da árvore apresenta mais frescor, crocância e concentração de açúcares naturais, oferecendo uma experiência distinta da fruta adquirida nos supermercados.

O turista Marcos Antônio Bernardo, de Içara, descreve a vivência como algo único. Acostumado a comprar a fruta em feiras e mercados, ele afirma que colher e consumir a maçã na hora foi “magnífico” e impossível de comparar com outras experiências.

A visitante Valdirene Santana Bernardo também destaca o aspecto afetivo do passeio. Para ela, a colheita trouxe lembranças da infância no interior, quando frutas eram retiradas diretamente do pé. Além do sabor diferenciado, a experiência proporcionou uma nova percepção sobre o trabalho envolvido na produção. “A gente passa a valorizar mais quando vê de perto todo o esforço para aquela maçã chegar bonita à prateleira”, comenta.

Além de fortalecer o turismo rural, a iniciativa aproxima o consumidor da origem do alimento e valoriza o produtor local. Em uma região onde grande parte da economia gira em torno da fruticultura, o “colha e pague” consolida a Serra Catarinense como destino de experiências autênticas, que vão além da paisagem e colocam o visitante em contato direto com a essência do campo.