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A Paróquia São Joaquim, situada no coração da Serra Catarinense, possui uma trajetória marcada pela fé, pela devoção e pela participação da comunidade ao longo de mais de um século. A criação oficial da paróquia ocorreu em 8 de março de 1902, por decreto de Dom José de Camargo Barros, recebendo inicialmente o nome de Paróquia São Joaquim da Costa da Serra. A nova estrutura religiosa foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, que até então atendia os fiéis da região.

Poucos dias após a criação, em 23 de março de 1902, tomou posse como primeiro vigário o frei Beda Koch, em uma celebração realizada no Domingo de Ramos, marcando o início da organização pastoral da comunidade católica local.

Apesar da fundação oficial ter ocorrido no início do século XX, registros históricos indicam que a presença da Igreja Católica na região é ainda mais antiga. O primeiro batizado documentado ocorreu em 19 de março de 1886, realizado pelo padre Antonio Luiz Esteves de Carvalho, então vigário de Lages, quando o local ainda funcionava como capela vinculada à paróquia lageana.

Outro marco importante para a Igreja na região foi a criação da Diocese de Lages, instituída em 17 de janeiro de 1927 por meio da bula papal “Inter Praecipua”, que desmembrou a nova diocese da Arquidiocese de Curitiba, fortalecendo a organização da Igreja Católica na Serra Catarinense.

Entre os principais símbolos da fé do povo joaquinense está a Igreja Matriz de São Joaquim, uma imponente construção em pedra ferro, reconhecida pela arquitetura robusta e pelo valor histórico para o município. A pedra fundamental foi lançada em 20 de outubro de 1918, mas as obras tiveram início apenas em 1934.

Grande parte dos recursos utilizados na construção veio da própria comunidade. Doações feitas durante missas dominicais, festas religiosas e quermesses contribuíram para erguer o templo que hoje é referência na paisagem urbana da cidade.

Em 9 de maio de 1935, assumiu como pároco o padre João Batista Viccelli, conhecido pelo forte trabalho de catequese e pela mobilização dos fiéis. Sob sua liderança, a comunidade intensificou os esforços para dar continuidade à construção da matriz, que foi concluída em 1957.

Ao longo das décadas, a Igreja Matriz de São Joaquim tornou-se não apenas um espaço de celebração religiosa, mas também um símbolo da identidade cultural e espiritual do município, representando a história, a união e a devoção do povo da Serra Catarinense.