
A paralisação nacional dos caminhoneiros teve início nesta quinta-feira (19) e já apresenta reflexos em Santa Catarina, especialmente na região do Litoral Norte. Em Itajaí, a adesão foi definida em assembleia e a mobilização é liderada pela Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga, responsável por organizar a participação regional no movimento.
Diferente de protestos anteriores, a greve adota uma nova estratégia: em vez de bloqueios em rodovias, os caminhoneiros optaram por suspender as atividades. A orientação é manter os veículos parados em pátios, empresas ou residências, interrompendo novos carregamentos. A medida, embora não interfira diretamente no tráfego, pode impactar a cadeia logística e o abastecimento.
Em Itajaí, caminhoneiros se concentraram em frente à administração do porto desde as primeiras horas do dia. A partir do meio-dia, a recomendação passou a ser a paralisação total dos fretes.
Em nota divulgada nas redes sociais, a ANTC reforçou o início do movimento e adotou um tom mais firme diante do cenário enfrentado pela categoria. “A luta começa hoje”, destaca o comunicado. A entidade também criticou medidas judiciais contrárias à mobilização, afirmando que isso demonstra incômodo no setor de transporte.
Ainda segundo a associação, o objetivo é pressionar por mudanças estruturais sem causar desordem. “Sem trancar vias públicas, sem bloquear rodovias e sem bagunça. Nosso movimento é sério, responsável e ordeiro”, afirma a nota.
A paralisação ocorre após semanas de insatisfação entre os profissionais, principalmente em relação ao aumento dos custos operacionais, como o preço do diesel, além de críticas à defasagem da tabela do frete e à falta de fiscalização do cumprimento dos valores mínimos.
Em um dos trechos mais contundentes do comunicado, a entidade faz um apelo direto à categoria: é o momento de demonstrar união diante das dificuldades enfrentadas. O texto conclui com um alerta sobre o futuro da profissão caso não haja reação.
Com a suspensão dos carregamentos, setores que dependem do transporte rodoviário já acompanham possíveis impactos nos próximos dias. A expectativa dos caminhoneiros é por uma resposta do Governo Federal às reivindicações. Caso contrário, a mobilização pode se estender por tempo indeterminado.
Fonte: ND Mais



