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Um ciclone subtropical está atuando no oceano, entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e tem chamado a atenção de meteorologistas nos últimos dias. Em publicação nas redes sociais, o meteorologista Leandro Puchalski destacou que imagens de satélite mostram com clareza a formação do sistema.

De acordo com ele, é possível observar o movimento circular das nuvens, característica típica desse tipo de fenômeno. “De maneira perfeita, a presença desse ciclone, com movimento circular das nuvens”, explicou.

O especialista ressalta que se trata de um ciclone subtropical, considerado incomum na costa da região Sul do Brasil. Diferente dos ciclones extratropicais, mais frequentes, esse tipo de sistema não está associado a uma frente fria, o que influencia diretamente no seu comportamento e deslocamento.

Segundo a análise, o ciclone se desloca de forma atípica, saindo de áreas mais afastadas do alto-mar em direção ao sul, aproximando-se da costa, na altura do Rio Grande do Sul, ao longo desta quarta-feira (1º). Apesar disso, a tendência é de enfraquecimento gradual.

“Tudo indica que, à medida que ele se desloca, vai perdendo intensidade. Ele já não é muito intenso e deve enfraquecer ainda mais”, afirmou o meteorologista.

Até o momento, o principal impacto do ciclone está concentrado no mar. Há previsão de ondas mais altas, especialmente durante a manhã desta quarta-feira, em áreas afastadas da costa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Diante desse cenário, a recomendação é de cautela, principalmente para atividades marítimas. A navegação não é aconselhada enquanto o sistema estiver atuando na região.

Os órgãos de monitoramento seguem acompanhando a evolução do fenômeno.