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A frente fria que atuava sobre a Região Sul do Brasil começa a se afastar, favorecendo a melhora gradual do tempo nos três estados. No entanto, a presença de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico, em frente ao Sul do país, ainda influencia as condições climáticas, principalmente com a intensificação dos ventos.

De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, durante a transição da frente fria foram registrados temporais e volumes expressivos de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul. No centro e oeste gaúcho, os acumulados variaram entre 100 e 140 milímetros.

Em Santa Catarina, os volumes foram mais moderados. No Oeste, a chuva ficou entre 40 e 50 milímetros, considerada positiva para a região. Já na Serra Catarinense, os acumulados foram menores, com pontos registrando cerca de 30 milímetros. No Litoral Sul e na Grande Florianópolis, também houve chuva significativa nos últimos dias, com registros de alagamentos.

Com o deslocamento da frente fria, a instabilidade perde força e o tempo começa a firmar. Ainda há presença de nebulosidade e possibilidade de garoa ou chuviscos isolados, principalmente entre o Oeste e áreas do Rio Grande do Sul durante a manhã. No litoral, o sol volta a predominar.

As temperaturas variam conforme a região. Enquanto no Oeste e na Serra os termômetros devem marcar entre 23°C e 24°C, no litoral o aquecimento é mais intenso, com máximas próximas ou acima dos 30°C. Esse cenário é influenciado pelos ventos de oeste a sudoeste, que descem a serra e provocam aquecimento por compressão do ar.

Os ventos seguem como destaque, com rajadas que podem atingir entre 80 e 100 km/h no litoral do Rio Grande do Sul e áreas do Costão da Serra. Nas demais regiões, as rajadas variam entre 30 e 50 km/h, podendo superar pontualmente os 60 km/h.

Para os próximos dias, a tendência é de estabilização do tempo, com predomínio de sol e temperaturas mais amenas, marcando a transição para um padrão típico de outono na Região Sul do Brasil.