
A 25ª edição da Festa Nacional da Maçã, em São Joaquim, foi palco de um importante momento cultural e histórico para a Serra Catarinense: o lançamento do livro “César Martorano, o catarinense que salvou Assis Chateaubriand na Revolução de 30”, escrito pelo renomado jornalista Moacir Pereira.
Reconhecido como um dos maiores nomes da comunicação catarinense, Moacir Pereira possui uma trajetória marcada pela atuação no rádio, televisão, jornais impressos, redes sociais e também na literatura, sendo autor de dezenas de obras que retratam personagens e fatos importantes da história de Santa Catarina e do Brasil.
O livro resgata a trajetória de César Martorano, joaquinense que teve papel decisivo durante a Revolução de 1930 ao salvar a vida de Assis Chateaubriand, fundador dos Diários Associados e uma das figuras mais influentes da comunicação brasileira no século XX.
Durante o evento, familiares de César Martorano, autoridades locais, lideranças culturais e amigos participaram da noite de autógrafos, marcada pela emoção e valorização da memória histórica da região.
O vice-prefeito de São Joaquim, Fernando Laurentino Costa, destacou a importância da valorização cultural dentro da programação da Festa Nacional da Maçã.
Segundo ele, a administração municipal busca fortalecer e preservar a cultura joaquinense em todas as suas manifestações. Fernando ressaltou que o lançamento do livro durante a festa representa um reconhecimento à história de uma família que contribuiu significativamente para o desenvolvimento do município.
“Esse resgate cultural é fundamental para manter viva a história de São Joaquim. Temos tradicionalismo, danças gaúchas, apresentações culturais e agora também esse importante momento literário dentro da nossa Festa Nacional da Maçã”, destacou o vice-prefeito.
Em entrevista ao portal NotiSerraSC, o jornalista Moacir Pereira afirmou que considera a história de César Martorano um episódio de grande relevância para Santa Catarina e para o Brasil.
Segundo o autor, durante a Revolução de 1930, Assis Chateaubriand chegou a São Joaquim sendo confundido com um espião e acabou colocado diante de um pelotão de fuzilamento. Foi então que César Martorano, que atuava como correspondente dos Diários Associados, apresentou documentos que comprovaram a identidade de Chateaubriand, evitando sua execução.
Moacir Pereira destacou ainda que a relação construída entre Assis Chateaubriand e a família Martorano trouxe grande visibilidade nacional para Santa Catarina ao longo das décadas, especialmente para São Joaquim e a Serra Catarinense, contribuindo para divulgar o frio, a neve, a maçã e, posteriormente, os vinhos de altitude.
O jornalista também relembrou que o episódio foi citado na biografia “Chatô, o Rei do Brasil”, escrita por Fernando Morais, obra que contou com informações fornecidas pelo próprio Moacir Pereira após entrevistas realizadas com César Martorano.
Ao encerrar a entrevista, Moacir destacou o carinho que sempre recebe em São Joaquim.
“Todas as vezes que venho aqui, encontro uma temperatura humana extremamente acolhedora. O frio é compensado pelo calor humano do povo joaquinense”, afirmou.
O lançamento do livro integrou a programação cultural da Festa Nacional da Maçã, reforçando a importância da preservação da história regional e da valorização das personalidades que ajudaram a construir a identidade de São Joaquim e de Santa Catarina.
Texto: Wagner Urbano





