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A decisão judicial que determinou a manutenção da prisão preventiva de Jair Júnior aponta que o réu teria voltado a se envolver em um novo episódio de natureza semelhante pouco tempo após ter sido beneficiado com liberdade provisória e medidas cautelares alternativas à prisão.

Conforme consta na decisão, o magistrado entendeu que as medidas cautelares impostas anteriormente foram insuficientes para impedir a chamada reiteração delitiva, ou seja, a suposta repetição de episódios semelhantes. O juiz destacou ainda que houve descumprimento indireto das determinações judiciais, evidenciando a ineficácia das medidas aplicadas para evitar novas ocorrências.

À época dos fatos, Jair Júnior havia sido preso em flagrante e submetido à audiência de custódia, ocasião em que recebeu medidas cautelares alternativas à prisão, além da imposição de fiança no valor de R$ 7 mil.

Na fundamentação da decisão, o magistrado ressaltou que a prisão preventiva se justifica pela necessidade de garantia da ordem pública. O documento menciona ainda que o réu responderia a outras investigações ou ações penais relacionadas a supostos casos de violência de gênero.

A sentença também enfatizou a gravidade concreta dos fatos apurados, determinando o cumprimento da pena em regime inicial fechado. Apesar disso, por se tratar de uma decisão de primeira instância, ainda cabem recursos às instâncias superiores. Diante desse cenário, o juiz reforçou a necessidade de manutenção da prisão preventiva até eventual reavaliação pelo Tribunal.

Atualmente, Jair Júnior segue internado no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres após passar por duas cirurgias nos membros inferiores. Em razão da necessidade de cuidados especiais durante o período de recuperação, a defesa do vice-prefeito pretende solicitar a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a substituição da medida por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.