O vice-prefeito afastado de Lages, Jair Júnior, deverá deixar o sistema prisional ainda nesta quinta-feira (3) após decisão judicial que autorizou a conversão da prisão para o regime domiciliar em razão de seu estado de saúde.
A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Guilherme Ramos. Com a nova determinação, Jair Júnior passará a cumprir a pena em sua residência, utilizando tornozeleira eletrônica e obedecendo às restrições estabelecidas pela Justiça.
A decisão leva em consideração as condições clínicas do político após o acidente de trânsito ocorrido no dia 21 de maio, na BR-116. Na ocasião, ele se envolveu em uma colisão durante a operação destinada ao cumprimento do mandado de prisão expedido após sua condenação por crimes relacionados à violência doméstica.
Após o acidente, Jair Júnior permaneceu internado no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages, onde passou por procedimentos cirúrgicos e recebeu tratamento para diversas lesões, entre elas fraturas nas pernas e trauma torácico. Depois da alta hospitalar, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Lages, onde permanecia sob custódia.
Segundo a defesa, a concessão da prisão domiciliar visa garantir a continuidade da recuperação física e do acompanhamento médico necessário para o tratamento das lesões decorrentes do acidente.
Com o monitoramento eletrônico, o vice-prefeito afastado deverá cumprir uma série de medidas determinadas pelo Judiciário, incluindo recolhimento domiciliar e limitações de deslocamento. O eventual descumprimento das condições impostas poderá resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime anterior.
Jair Júnior foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição contra a ex-companheira. A sentença também determinou a perda do mandato eletivo e a suspensão dos vencimentos referentes ao cargo de vice-prefeito.
A defesa, no entanto, segue contestando a condenação e mantém recursos em tramitação nas instâncias superiores, buscando reverter tanto a prisão quanto os demais efeitos da decisão judicial.
O caso continua repercutindo no cenário político de Lages e segue acompanhado por novos desdobramentos jurídicos e administrativos. Com a concessão da prisão domiciliar, as atenções agora se voltam para a análise dos recursos apresentados pela defesa e para os impactos da condenação na administração municipal.
Fonte: Folha da Serra.



