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A Prefeitura de Correia Pinto iniciou a interdição do Hospital Faustino Riscarolli após atender a uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A medida foi adotada com base em estudos técnicos da Defesa Civil que apontam elevado risco geológico na área onde a unidade hospitalar está localizada.

Segundo os laudos, o hospital está situado em uma encosta classificada como nível R4, o grau máximo de risco para deslizamentos. As avaliações identificaram trincas, fraturas no solo e outros sinais de instabilidade, agravados pelas chuvas registradas nos últimos dias.

A recomendação foi expedida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Correia Pinto na última quinta-feira (2), determinando a interdição total da estrutura, a transferência dos pacientes internados e a elaboração de um plano de contingência para garantir a continuidade da assistência à população. O documento também orienta que a Prefeitura designe um servidor para acompanhar diariamente a execução das medidas e manter os órgãos competentes informados sobre a situação.

Em resposta, a administração municipal informou que iniciou a transferência dos pacientes e reorganizou o atendimento da rede pública de saúde. Os serviços ambulatoriais, consultas e parte dos atendimentos de urgência passarão a ser realizados, de forma temporária, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro. Já os casos que necessitarem de internação ou atendimento de maior complexidade serão encaminhados para hospitais da rede de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

A promotora de Justiça Camila da Silva Tognon destacou que a prioridade da atuação do Ministério Público é preservar vidas diante do avanço da instabilidade do terreno.

Segundo ela, os laudos técnicos demonstram que o risco evoluiu significativamente, colocando em perigo pacientes, profissionais da saúde, visitantes e demais pessoas que circulam pelo local.

O problema vem sendo monitorado pela Defesa Civil desde 2024. No entanto, o estudo mais recente concluiu que a situação atingiu um estágio crítico, caracterizando um potencial risco de desastre geológico em andamento.

As imagens anexadas ao laudo técnico evidenciam o agravamento da instabilidade, mostrando o avanço de trincas e fraturas no solo, deformações na escadaria de acesso ao mirante e grandes rachaduras na laje de rocha localizada abaixo da edificação. De acordo com os técnicos, esses sinais indicam que o terreno continua em movimento, reforçando a necessidade da interdição imediata para garantir a segurança da população.

O Ministério Público de Santa Catarina informou que continuará acompanhando a execução das medidas adotadas pelo Município e a efetividade do plano de contingência, buscando assegurar que os serviços de saúde sejam mantidos durante o período em que o Hospital Faustino Riscarolli permanecer interditado.