Geada em pleno outubro é registrada em São Joaquim e acende alerta para produtores de maçã

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Temperaturas negativas voltaram a ser registradas na Serra Catarinense nesta segunda-feira (19), em plena primavera, aumentando a preocupação dos produtores de maçã com os possíveis impactos do frio intenso nos pomares.

A Serra Catarinense amanheceu nesta segunda-feira (19) com temperaturas abaixo de zero e registro de geada em pleno mês de outubro. O frio intenso surpreendeu em plena primavera, período em que os pomares de maçã estão em uma fase importante do desenvolvimento da safra.

Em São Joaquim, os termômetros marcaram -1,4°C, enquanto outros municípios da região também registraram temperaturas negativas. Em Urupema, a mínima chegou a -2,1°C, mesma temperatura registrada em Urubici e Bom Jardim da Serra. Já em Painel, os termômetros marcaram -1,2°C.

Confira as temperaturas negativas registradas na Serra Catarinense:

  • Urupema: -2,1°C (Epagri)

  • Urubici: -2,1°C (estação particular)

  • Bom Jardim da Serra: -2,1°C (Terra do Gelo)

  • São Joaquim: -1,4°C

  • Painel: -1,2°C

A ocorrência de geada nesta época do ano gera preocupação especialmente entre os produtores de maçã, uma das principais atividades econômicas de São Joaquim e da região.

Isso porque, durante a primavera, muitas macieiras estão em fase de floração ou desenvolvimento inicial dos frutos. Nessas condições, temperaturas negativas podem provocar danos às flores e aos pequenos frutos, comprometendo a produção, dependendo da intensidade e da duração do frio.

O risco também varia conforme a localização dos pomares, já que áreas mais baixas e sujeitas ao acúmulo de ar frio podem apresentar temperaturas ainda menores do que as registradas pelas estações meteorológicas.

Apesar do registro de geada, ainda não há informações confirmadas sobre possíveis prejuízos à produção de maçã na região. A avaliação dos impactos depende de levantamentos realizados pelos próprios produtores e técnicos do setor.

O episódio reforça a característica climática da Serra Catarinense, onde massas de ar frio podem provocar temperaturas negativas mesmo durante a primavera. Para a fruticultura, entretanto, o frio fora do período de inverno representa um risco, especialmente quando coincide com fases mais sensíveis do desenvolvimento das plantas.