Cientista natural de São Joaquim está entre os pesquisadores mais influentes do mundo em ranking internacional

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    Adriano Nunes Nesi, natural de São Joaquim, na Serra Catarinense, integra lista elaborada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que reconhece pesquisadores de destaque mundial pelo impacto de suas produções científicas.

    O município de São Joaquim, na Serra Catarinense, tem um representante entre os cientistas mais influentes do mundo. O pesquisador Adriano Nunes Nesi, natural de São Joaquim e filho de Zilma Nunes Nesi e Avelino Nesi integra uma lista internacional que reconhece pesquisadores pelo impacto e pela relevância de suas contribuições à ciência.

    O levantamento foi elaborado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e divulgado pela editora científica Elsevier. Na edição de 2023, oito pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, foram incluídos entre os cientistas de maior influência mundial.

    Adriano Nunes Nesi atua no Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da Universidade Federal de Viçosa, desenvolvendo atividades acadêmicas e científicas em uma área fundamental para o conhecimento sobre o funcionamento, o desenvolvimento e os processos fisiológicos das plantas.

    O reconhecimento internacional representa uma conquista importante na trajetória do pesquisador joaquinense, que leva o nome de sua cidade natal ao cenário científico mundial.

    Ranking internacional avalia impacto das pesquisas

    A classificação faz parte do estudo Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, que analisa a atuação de pesquisadores de diferentes países com base em informações da Scopus, uma das principais bases internacionais de dados científicos.

    O levantamento considera indicadores relacionados à produção acadêmica e ao número de citações recebidas pelos trabalhos publicados, permitindo avaliar a influência dos pesquisadores dentro de suas respectivas áreas de atuação.

    Na edição de 2023, a análise levou em consideração registros científicos e citações acumuladas até o final de 2022, reconhecendo profissionais cujas pesquisas apresentam relevância e impacto na comunidade científica internacional.

    Além de Adriano Nunes Nesi, outros sete pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa aparecem na relação: Arne Janssen, Carlos Ernesto Gonçalves Schaefer, Cosme Damião Cruz, Edenio Detmann, Fábio Murilo DaMatta, José Eduardo Serrão e Raul Narciso Guedes.

    Os profissionais atuam em diferentes áreas do conhecimento, incluindo fisiologia vegetal, entomologia, genética, melhoramento, zootecnia, solos e biologia celular.

    Brasil amplia presença entre cientistas de destaque mundial

    O reconhecimento também acompanha o crescimento da participação brasileira na produção científica internacional.

    Segundo uma análise divulgada pela Folha de S.Paulo à época, o número de pesquisadores vinculados a instituições brasileiras presentes na lista dos cientistas de maior impacto mundial praticamente quadruplicou em cinco anos.

    Em 2017, eram 342 pesquisadores brasileiros incluídos no levantamento. Em 2022, esse número chegou a 1.294, representando um crescimento de aproximadamente 278%.

    Naquele período, o Brasil ocupava a 25ª posição no ranking global, enquanto Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha e Canadá lideravam a relação de países com maior número de pesquisadores reconhecidos.

    Orgulho para São Joaquim

    A presença de Adriano Nunes Nesi entre os pesquisadores reconhecidos internacionalmente também representa um motivo de orgulho para São Joaquim.

    Natural do município serrano, o cientista construiu uma trajetória acadêmica que alcançou reconhecimento além das fronteiras brasileiras, demonstrando a importância da pesquisa, da educação e da produção de conhecimento.

    O destaque alcançado pelo pesquisador reforça a presença de profissionais naturais de São Joaquim em importantes espaços da ciência brasileira e internacional, valorizando a trajetória de quem tem suas origens na Serra Catarinense.

    Texto: NotiserraSC com informações da Folha da Mata – Notícias da região de Viçosa