26/08/2025 17h55 ⟳ Atualizada em 26/08/2025 às 17h59
A história da variedade Fuji no Brasil tem início em meados de 1968, quando a cultivar foi trazida do Japão pelo professor Kenshi Ushirozawa, que identificou na Serra Catarinense as condições ideais para seu desenvolvimento. A cidade de São Joaquim, com seu clima frio e invernos rigorosos, foi o cenário perfeito para a adaptação dessa fruta que se tornaria um ícone da região.
Durante os anos 1980, a produção da Fuji se consolidou, atraindo investimentos, mão de obra e impulsionando pesquisas no setor. A cultura da maçã tornou-se uma atividade econômica estratégica para Santa Catarina, especialmente para São Joaquim, que viria a se tornar a maior produtora nacional de maçã.
O inverno rigoroso da Serra Catarinense, com suas baixas temperaturas, garante o frio necessário para a floração, resultando em frutos com sabor marcante, doçura equilibrada e excelente textura.
A maçã Fuji conquistou enorme relevância econômica para a região, não apenas pela geração de empregos e renda, mas também pela projeção nacional e internacional. Essa excelência foi reconhecida oficialmente com o registro de Indicação Geográfica (IG) com Denominação de Origem, atestando as características únicas da fruta produzida em São Joaquim e arredores.
A Planta Matriz: Um Patrimônio Genético
O marco histórico da variedade Fuji no Brasil está também na planta matriz, que chegou do Japão em abril de 1968 para o sítio do Sr. Kazumi Ogawa, em Frei Rogério (SC). Essa planta serviu como base para o projeto da Cooperativa Agrícola Cotia, em São Joaquim, em 1974.
Com a evolução da fruticultura, a matriz foi transplantada para a Estação Experimental da Epagri, em São Joaquim, em 13 de agosto de 1998, pelo Sr. Fumio Hiragami, utilizando o porta-enxerto Mitsuba. Até hoje, essa árvore é mantida como referência para pesquisas e preservação genética da cultivar Fuji no Brasil.