A AMAP participou de uma reunião institucional com o Ministério Público do Trabalho para tratar, com transparência e maturidade, da recente campanha relacionada ao combate ao trabalho análogo à escravidão.
O encontro contou com a presença da presidente da entidade, Sheila Forgerine Zanette; do procurador do Trabalho, Leonardo Acosta; das advogadas Hellen Frantz e Simone Brugnera, representando o jurídico da associação; da assessora executiva Beatriz Chiodelli; e de Sumaya Furtado Pucci, enfermeira do trabalho do CEREST Lages – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Regional.
Durante a reunião, a AMAP apresentou ao Ministério Público a realidade vivida pelos produtores de São Joaquim e da Serra Catarinense, destacando que a ampla maioria atua com seriedade, responsabilidade social e respeito à legislação trabalhista. A entidade ressaltou ainda a importância da cadeia produtiva da maçã para a economia regional, gerando emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.
O procurador demonstrou sensibilidade ao reconhecer o peso econômico e social do setor, colocando-se à disposição para reavaliar o contexto da divulgação veiculada nas redes sociais, com o objetivo de evitar generalizações que possam atingir injustamente produtores que atuam dentro da legalidade.
Há entendimento de que o Ministério Público do Trabalho precisa cumprir seu papel institucional diante das denúncias que seguem sendo recebidas. Ao mesmo tempo, houve consenso de que a maioria dos produtores observa a legislação e busca cumprir suas obrigações com responsabilidade.
Ficou estabelecido que o caminho a ser adotado será o da orientação e da informação, com atuação conjunta para ampliar esclarecimentos sobre contratos de trabalho, cumprimento das normas e boas práticas, alcançando produtores de todos os portes.
A AMAP reforçou que seguirá firme na defesa da cadeia produtiva, valorizando quem atua corretamente e fortalecendo, por meio do diálogo institucional, a segurança jurídica e a reputação da região.




