Desde março deste ano, os apicultores, técnicos da Epagri e consultores do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC) vêm discutindo questões relacionadas à produção do mel de melato e ao uso do selo de identificação geográfica. Nesta quarta (28), o grupo se reuniu mais uma vez para tratar de dados relacionados à produção e definição da abrangência territorial em Santa Catarina. O encontro ocorreu na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) com a participação de produtores de todo o estado.

A Epagri apresentou um diagnóstico e cadastramento de produtores. Já o Ciram mostrou uma prévia da delimitação da área de produção com variáveis de análise para validação dos produtores. Com essas informações, os técnicos vão a campo para certificação e definição, de fato, desses limites.

As regras de definição para uso do selo de indicação geográfica do mel de melato também esteve em pauta. Quem coordena essa questão é o Sebrae/SC . O consultor técnico Rogério Ern explica que nesse encontro os apicultores começaram a estabelecer normas de produção, comercialização, relacionamento e organização da cadeia produtiva. “Isso vai mostrar para o consumidor que esse é um produto certificado, com qualidade e origem”.

O resultado desse trabalho acaba estabelecendo uma competitividade maior e agregação de valor ao produto. As possibilidades de inserção nos mercados nacionais e internacionais aumentam, especialmente naqueles que valorizam a identificação geográfica.  Esse projeto envolve não apenas a cadeia produtiva, mas governanças locais, academias, pesquisadores e empresas.

Produto único no mundo

A concentração de apicultores no Sul do país está em Santa Catarina e em alguns municípios do Paraná e Rio Grande do Sul.  O presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina, Ênio Cesconetto, diz que ainda não é possível dizer quantos desses produtores extraem o mel de melato. Ele acredita que muitos ainda desconheçam a tecnologia de manejo de coleta do produto.

 Esse levantamento feito pela Epagri vai ajudar a identificar a produção.  Para ele, o reconhecimento de que é o mel produzido no estado é um produto único no mundo vai agregar muito valor à atividade. “Esperamos que com a identificação geográfica, os produtores compreendam a importância desse selo, melhorem o manejo e produzam mais melato. O incentivo a esses produtores também será fundamental”.

 

Catarinas Comunicação