Não há maneiras de negar que a mulher é o ser que gera e nutre a sociedade. É dentro dela e a partir dela, que a vida se manifesta em suas primeiras fases e também se mantém ao longo de seu desenvolver. Até mesmo mulheres que não são mães, carregam em seu cerne o poder equalizador e gestor, somos aquelas que sente, aquelas que nutre, aquelas sabe, aquelas vêem além. Mas tal tarefa e poder por vezes, nos desgasta e é preciso que também sejamos alimentadas em alma, ou tudo a nossa volta morre e perde cor.

A tempos muito antigos, tempos de povos originários, onde o ritmo natural é que ditava o desenvolver do ser humano. Mulheres em seu período menstrual, tinham por direito, o seu tempo de descanso, onde juntava-se a outras mulheres em uma tenda que homem nenhum poderia adentrar. Lá cuidávamos uma das outras, ouvíamos conselhos das anciãs, aprendíamos mistérios de cura, era um lugar seguro onde todas eram mães e filhas uma das outras. Quando a mulher retornava a socialização com todo clã, estava revitalizada, mais amorosa e mais sabia, mas isso foi a muito tempo atrás.

Com a luta diária para mostrarmos nossa força e conquistar espaços na sociedade moderna, vivemos nos deixando pra depois, trabalho, estudos, filhos, casa, amigos, parentes e a lista pode continuar aumentando. O mundo não vai te dar paz, ainda mais agora que o tempo passou a acelerar, quando vemos mais um dia acabou e amanhã vem tudo de novo, sem tempo para digerir informações, sentimentos, planos, nisso a angustia cresce, mas você não pode dar vazão a isto, pois tem que ser forte e continuar produzindo. Mas me deixe te contar que tais tendas de descanso e poder estão renascendo, e você é bem vinda para entrar em uma delas e se restabelecer, para enfrentar o mundo lá fora.

Nesta quinta-feria dia 12 de Setembro de 2019, ás 19:30. Farei o terceiro circulo de mulheres na cidade de são Joaquim, com o tema do mês, Resgate da intuição. Os círculos de mulheres da era moderna, não há mais a necessidade de participar mulheres em seu período menstrual, basta a grande vontade de se sentir ouvida, amparada e energizada. Há dois tipos de círculos, o de sagrado feminino, que são voltados a espiritualidade e ritos antigos. Já o outro formato é o circulo de mulheres terapêutico, que tem o trabalho mais voltado a psique, com debates e depoimentos de suas participantes, sempre mantendo uma linha analítica. E o formato do círculo que nutro, é a união de ambos, pois somos constituídos por questões mentais, sentimentais e físicas, é necessários juntar a alma e o corpo para que haja cura.

Apenas uma mulher, pode compreender as dores e dificuldades de outra mulher em plenitude. Apesar da erva daninha, que se infestou no subconsciente feminino de que: Toda mulher é minha concorrente ou que mulher não é confiável. Acredite, em meio a um circulo de mulheres, nos calamos para ouvir quem fala, quando uma chora outra chora junto a dor dela, só damos nossa opinião se solicitado por aquela que traz o depoimento, há respeito e há uma profunda conduta de ética. Instintivamente, cada uma das participantes, sabe em seu intimo o quão precioso e sagrado é tal encontro, e em respeito não falamos de outras mulheres e nem do que se fala dentro do circulo.

É magico, é curador, é emocionante, é uma experiência que vale a pena ser vivenciada, mulheres são seres místicos, falam com a alma, portal mais próximo da potencia criadora de tudo, e precisam ter seus espíritos alimentados para seguirem seu caminho de poder.

“Quando são cortados os vínculos de uma mulher com sua fonte de origem, ela fica esterilizada e seus instintos e ciclos naturais são perdidos.” – Clarissa Pinkola Estés, Ph. D psicologia analítica.

Com esta perfeita citação, de Clarissa me despeço e espero de todo coração que estas palavras toque em almas femininas que estão famintas e cansadas, para encontrarem um lugar de repouso e lucidez.

Até quinta-feira, para aquelas que já se inscreveram!

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Karoline Farias