A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) informou nesta quarta-feira (27) que pediu à Argentina que sedie sozinha a Copa América deste ano após descartar a Colômbia como outra sede da competição na semana passada por causa de tumultos civis em andamento no país.

O torneio programado para o período de 13 de junho a 10 de julho, adiado em um ano pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), deveria ter duas sedes pela primeira vez em seus 105 anos de história, dividindo partidas entre a Colômbia e a Argentina.

A Conmebol, entidade que organiza o futebol sul-americano, já havia decidido transferir jogos de competições continentais de clubes para fora da Colômbia por causa dos protestos, após jogadores sentirem os efeitos de gás lacrimogêneo lançado do lado de fora dos estádios durante a realização de partidas (como na vitória do Atlético-MG sobre o América de Cali na atual edição da Copa Libertadores).

Na noite da última quarta-feira (26), a Conmebol confirmou que abordou a Argentina a respeito da realização de todos os 28 jogos da Copa América, que envolve 10 nações sul-americanas, e disse que está esperando a aprovação das autoridades de saúde pública argentinas.

“O Governo argentino apresentou à Conmebol um protocolo rígido para a Copa América 2021 ser realizada no país”, disse a Conmebol em um comunicado após um encontro entre o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

A entidade acrescentou que a proposta “continuará sob estudo rigoroso” de autoridades do Ministério da Saúde argentino.

Mais cedo na quarta-feira, uma autoridade graduada do Governo argentino confirmou a oferta e disse que a logística da proposta está sendo estudada, particularmente os locais das partidas.