sicred
Unifique

Fonte: CL Mais

[dropcap]O[/dropcap]s corpos de Adrielle de Oliveira Gomes, de 19 anos, Wesley Ribeiro, 22 anos, Lucas Cavilha, 18, Luciano Andrade, 17, e Paloma Coswoski, 21, vítimas do acidente da última sexta-feira (13), foram identificados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

Na terça-feira (17), o profissional especializado Paulo Maiamoto começou a necropsia odontológica e já fez a solicitação dos prontuários dentários às famílias. Se conseguiu extrair as informações necessárias das arcadas e, com o apoio da Uniplac, que cedeu os equipamentos para a realização de radiografias nos corpos, chegaram à identificação de 3 das 5 vítimas na noite desta quarta (18): Adrielle, Wesley e Lucas.

A força tarefa recomeçou cedo nesta quinta (19) e, no início da tarde, Luciano foi identificado. Por volta das 15h30, veio a identificação do corpo de Paloma. “Conforme as identificações foram se confirmando, nossas equipes entraram em contato com as famílias e as liberações dos corpos foram autorizadas”, informou o IGP de Santa Catarina em nota. Confira outro trecho da nota:

“Com o trabalho extremamente minucioso, que contou com o apoio dos auxiliares de medicina legal Geraldo Bastos Júnior e Elisangela Luana Pereira e, ainda, com o dentista e professor da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e do Centro Universitário Unifacvest, Alceu Martins Júnior e também com a dentista e especialista em odontologia legal Emanuelle Andressa Rodrigues, aos poucos a esperança de dar uma resposta mais rápida às famílias voltou a crescer […]

[…] O Instituto Geral de Perícias se solidariza com os familiares de Adrielle de Oliveira Gomes, Wesley Ribeiro, Lucas Cavilha, Luciano Andrade e Paloma Coswosck, jovens que tiveram a vida interrompida por mais uma tragédia nas nossas rodovias.”

Adrielle, por exemplo, só pôde ser reconhecida porque um fio do aparelho dentário que usava foi encontrado. Esse reconhecimento só foi possível porque a vítima fazia tratamento odontológico.

O IGP de Lages havia informado esta semana que os corpos das vítimas foram totalmente carbonizados e, devido às altas temperaturas às quais foram expostos, ficou impossibilitada a identificação por impressão digital ou pela arcada dentária. Mas esse fragmento do aparelho e o trabalho intenso nos outros jovens mudaram a situação.