
O período de defeso do pinhão já está em vigor em Santa Catarina e segue até o dia 1º de abril. Durante esse intervalo, fica proibida a colheita, o transporte e a comercialização da semente, conforme determina a legislação estadual.
A medida tem como objetivo garantir o amadurecimento do pinhão, essencial para a regeneração da araucária, árvore símbolo da região Sul e atualmente ameaçada de extinção. Nesse período, as pinhas se abrem naturalmente, permitindo que parte das sementes caia no solo, contribuindo para o surgimento de novas árvores.
Além da importância ambiental, o pinhão também desempenha papel fundamental na cadeia alimentar de diversas espécies da fauna silvestre. Aves como o papagaio-charão e o papagaio-do-peito-roxo dependem diretamente da semente para sua sobrevivência.
A liberação para colheita e comercialização ocorre a partir do dia 2 de abril, quando o pinhão atinge o ponto ideal de maturação.
De acordo com a Cabo da Polícia Militar Ambiental, Katiane Wiggers de Melo, o respeito ao período de defeso é essencial para garantir o equilíbrio do ecossistema e a continuidade da espécie, além de assegurar renda futura para as famílias que dependem da atividade de forma legal e sustentável.




