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Motoristas que abasteceram em Lages nesta quinta-feira (12) encontraram uma realidade preocupante: aumento no preço dos combustíveis e dificuldade para encontrar óleo diesel em alguns postos da cidade. Levantamento realizado pela equipe de reportagem da Rádio Clube de Lages confirmou a elevação nos valores nas bombas e a escassez do produto, especialmente do diesel, mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras.

De acordo com a apuração, a variação de preços entre os postos chama atenção. A gasolina comum passou de uma média de R$ 6,61 para cerca de R$ 6,69 o litro.

Já o diesel S10 apresenta a situação mais crítica. O combustível é encontrado com valores que variam entre R$ 6,68 e R$ 8,42 por litro, dependendo do estabelecimento. No caso do diesel S500, além da alta nos preços, motoristas relatam dificuldade em encontrar o produto, essencial para veículos mais antigos e maquinários pesados.

Mercado antecipa reajustes

Mesmo sem anúncio oficial da Petrobras, especialistas apontam que o mercado já trabalha com a lógica do custo de reposição. Segundo o professor Pedro Cortez, da Universidade de São Paulo, a recente valorização do petróleo tipo Petróleo Brent no mercado internacional tem pressionado os preços.

A alta é influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e por riscos logísticos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. Diante desse cenário, distribuidoras e importadores acabam antecipando reajustes para garantir capital de giro e viabilizar a reposição do estoque, que tende a chegar mais caro.

Efeito no custo de vida

Para o economista Luis Carlos Flagger, o aumento no preço dos combustíveis gera um efeito imediato em diversos setores da economia.

Segundo ele, como o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário e da importação de diesel, qualquer alta no combustível impacta diretamente o custo do frete.

“Isso acaba refletindo na vida do cidadão comum. O aumento afeta toda a cadeia produtiva, especialmente de alimentos industrializados, elevando o preço final nos supermercados”, explica o economista.

Alerta para desabastecimento

Além da alta nos preços, a falta de combustível em alguns postos da cidade levanta preocupação sobre um possível desabastecimento. Motoristas também temem que alguns estabelecimentos possam reter estoques aguardando novos reajustes, o que agravaria ainda mais a situação para quem depende do transporte para trabalhar.

Fonte: SCC10.