Dólar dispara após eleições presidenciais, chega a R$ 5,60 e fecha com alta de 8,21% nesta segunda-feira (26)

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Moeda norte-americana estava cotada a R$ 4,99 antes do segundo turno das eleições e encerrou o primeiro pregão após a votação a R$ 5,40, uma valorização de aproximadamente 41 centavos.

O dólar registrou forte valorização nesta segunda-feira, 26 de outubro, primeiro dia de negociações após o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, realizado no domingo (25). A moeda norte-americana chegou a ultrapassar R$ 5,60 durante o pregão, em meio à reação do mercado financeiro à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na sexta-feira (23), último dia útil antes da votação, o dólar comercial havia encerrado as negociações cotado a R$ 4,993, após uma queda de 0,92%. Já nesta segunda-feira, a moeda fechou a R$ 5,4029, acumulando valorização de 8,21% em apenas um pregão.

Na prática, isso significa que o dólar ficou aproximadamente 41 centavos mais caro em relação ao fechamento anterior às eleições.

Dólar chegou a ultrapassar R$ 5,60 durante o dia

A reação do mercado começou logo nas primeiras negociações da manhã. O dólar abriu em forte alta e chegou a atingir aproximadamente R$ 5,60, representando uma valorização momentânea superior a 12% em comparação com o fechamento de sexta-feira.

Ao longo da tarde, a moeda perdeu parte da força, mas permaneceu em patamar elevado, encerrando o dia com uma das altas mais expressivas do período recente.

Por que o dólar subiu após as eleições?

A valorização da moeda norte-americana ocorreu em meio à reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais, que confirmou a reeleição de Lula para um quarto mandato, após a disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Parte dos investidores trabalhava com a expectativa de vitória da oposição e de mudanças na condução da política econômica, especialmente em relação ao controle dos gastos públicos e à dívida do governo.

Com o resultado das urnas, houve uma revisão dessas expectativas, aumentando a procura por dólares como forma de proteção diante das incertezas sobre os próximos anos da economia brasileira.

O comportamento do câmbio também dependerá das sinalizações do governo sobre política fiscal, investimentos e equilíbrio das contas públicas.

Alta do dólar pode impactar preços e custos de produção

A valorização da moeda norte-americana pode trazer reflexos para diferentes setores da economia brasileira, incluindo a agricultura, a indústria e o comércio.

Na Serra Catarinense, onde a produção de maçã representa uma importante atividade econômica, a elevação do dólar pode influenciar os custos de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos que dependem de produtos ou componentes importados.

Por outro lado, um dólar mais valorizado também pode favorecer a competitividade das exportações brasileiras, dependendo das condições de mercado e dos custos envolvidos na produção.

Para os consumidores, a alta da moeda pode representar pressão sobre os preços de produtos importados e mercadorias que utilizam matérias-primas cotadas em dólar. Entretanto, esses impactos não são necessariamente imediatos e dependem de fatores como estoques, contratos e condições de mercado.

O comportamento da moeda nos próximos dias será acompanhado com atenção pelo mercado financeiro, principalmente diante das expectativas sobre as primeiras medidas econômicas do novo mandato presidencial.