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A aproximação do fenômeno El Niño, combinada com a chegada do inverno, acende um alerta para mudanças importantes no comportamento do clima em diversas regiões do Brasil, especialmente no Sul. A influência do fenômeno pode alterar volumes de chuva, तापeraturas e aumentar a frequência de eventos climáticos severos.

De acordo com o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho, da Climaterra, o El Niño deve começar a se consolidar entre abril e maio, com fortalecimento ao longo do inverno e primavera.

As projeções indicam que o fenômeno pode atingir intensidade de moderada a forte já nos meses de maio, junho e julho, evoluindo para um cenário ainda mais intenso entre julho e setembro. Um dos fatores que chama a atenção dos especialistas é a presença de águas mais frias na região da Foz do Rio da Prata, entre Buenos Aires e áreas próximas, o que pode influenciar diretamente o comportamento dos sistemas climáticos.

Segundo Coutinho, essa condição pode alterar a posição dos ciclones e provocar um padrão climático diferente do habitual. Apesar de anos de El Niño normalmente apresentarem invernos mais quentes, há possibilidade de episódios de frio significativo em 2026, além da ocorrência de eventos severos.

A previsão também aponta para aumento no volume de chuvas, principalmente entre maio e o final do ano. O período mais crítico deve ocorrer entre julho, agosto e setembro, quando o fenômeno estará mais acoplado à atmosfera. Com isso, cresce o risco de enchentes e transtornos, especialmente na região Sul do país.

Além disso, massas de ar frio podem avançar com mais intensidade pelo território brasileiro, atingindo não apenas o Sul, mas também áreas do Centro-Oeste e Sudeste.

O cenário exige atenção redobrada de setores que dependem diretamente das condições climáticas, como a agricultura, logística e indústria. A variabilidade do clima pode impactar safras, transporte e planejamento de atividades econômicas.

Especialistas reforçam a importância do acompanhamento constante das previsões meteorológicas, já que o comportamento do El Niño ao longo dos próximos meses será determinante para os impactos no Brasil.

A recomendação é que produtores e demais setores se mantenham informados e preparados para um ano que pode ser marcado por instabilidade e eventos climáticos mais intensos.