[dropcap]A[/dropcap] decisão do governador em exercício, Eduardo Pinheiro Moreira, de desativar 15 agências de desenvolvimento regional (ADRs) e quatro secretarias executivas, anunciada na quarta-feira (21), pautou vários pronunciamentos dos deputados na tribuna, durante a sessão desta quinta-feira (22). De modo geral, os parlamentares avaliam que a medida é positiva e que a economia poderá ser revertida para investimentos em áreas prioritárias como saúde e segurança pública.

Mario Marcondes (MDB) analisou que o governo precisa ter dinheiro para “colocar a saúde e a segurança nos eixos” e que precisa segurar o custo da folha de pagamento. “Algumas medidas devem ser tomadas, independentemente de doerem no próprio partido, como está doendo no MDB. Que bom que o Dr. Eduardo Pinho Moreira fez a escolha de fazer com que a gente tenha um estado sustentável.”

Serafim Venzon (PSDB) afirmou que o partido dele apoia integralmente a decisão, como já foi manifestado pelo presidente do PSDB, deputado Marcos Vieira. Conforme Venzon, as ADRs não são entidades jurídicas, são apenas uma extensão do governo, por isso elas não podem tomar decisão. “Não é que eles não faziam nada, é que não tem nada para fazer”, explicou. O deputado frisou que não ouviu nenhuma manifestação negativa sobre o fechamento e que ainda sobraram 20 agências regionais, mas que existem 19 associações de municípios no estado de Santa Catarina. “Quem sabe o governador ainda vai enxugar mais”, disse.