Um trabalho de pesquisa de equipe da Epagri/Ciram vai permitir analisar a cadeia produtiva da maçã com mais eficiência através do mapeamento de todos os pomares do Estado. O sensoriamento remoto é a tecnologia que está sendo utilizada nesse projeto. Como o nome já diz, é uma ciência que estuda o objeto à distância, sem proximidade. Os pesquisadores trabalham com imagens de satélite, que são atualizadas a cada cinco dias, são consideradas de ótima resolução e vão gerar dados geográficos fundamentais para o setor.

“Atualmente nossas estimativas são feitas por meio de entrevistas, com métodos subjetivos. Agora, com um software de geoprocessamento, conseguiremos dados mais assertivos. A principal informação será a área plantada. Com esses dados, cruzamos os dados com altimetria do terreno, horas de frio, declividade, vertente e todas as variáveis que interferem na produtividade da cultura”, explica Kleber Trabaquini, pesquisador Epagri/Ciram.

Tecnologia utiliza satélites com alta resolução para obtenção de dados

Atualmente o projeto está na fase final de validação dos dados, uma etapa em que a participação dos extensionistas rurais da Epagri é fundamental para aferição das informações geradas eletronicamente, confirmando ou corrigindo os dados. Todas essas informações vão abastecer uma plataforma on-line que estará disponível a qualquer usuário, de forma livre e gratuita. A previsão de lançamento do serviço é para o primeiro trimestre deste ano.

Vale lembrar que o mapeamento de outras culturas agrícolas já está planejado. Uma estratégia da Epagri para fortalecer setores importantes do agronegócio. “Já fizemos o mapeamento da cultura do arroz, agora a maçã, e a proposta é incluir também cebola e uva na lista das cadeias produtivas 100% mapeadas”, completa Kleber.

Maior produtor de maçã do Brasil, Santa Catarina se destaca não só pelo volume de produção, mas também pela qualidade das frutas. Um alto padrão reconhecido pelo mercado interno e no exterior. São novos cultivares desenvolvidos, mais resistentes e adaptados ao clima catarinense, melhorias nas técnicas de produção e armazenagem, capacitação aos agricultores.