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O meteorologista Piter Scheuer emitiu um alerta para a possibilidade de um longo período de chuva sobre a Região Sul do Brasil, com acumulados que podem ultrapassar os 300 milímetros em algumas áreas até o dia 11 de julho.

De acordo com as projeções analisadas pelo especialista, os maiores volumes devem atingir principalmente o Oeste e os Planaltos de Santa Catarina, além do Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul e parte do Paraná. Em diversos pontos, os acumulados previstos variam entre 150 e 300 milímetros ao longo de aproximadamente 10 a 12 dias.

Segundo Scheuer, o cenário é provocado pela formação de uma área de baixa pressão que dará origem a uma frente fria. O sistema deverá permanecer praticamente estacionário sobre o Sul do país, favorecendo a ocorrência de chuva frequente durante vários dias.

Embora o volume esteja distribuído ao longo de mais de uma semana, o meteorologista destaca que a quantidade de precipitação é significativa e pode provocar transtornos, como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, queda de barreiras e até enchentes rápidas, especialmente em rios de pequeno e médio porte.

As instabilidades já começaram a atuar nesta sexta-feira (26), principalmente sobre o Paraná, com registro de pancadas de chuva e temporais isolados. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade avançam para o Oeste de Santa Catarina e para o Norte do Rio Grande do Sul.

A previsão indica que, no sábado (27), a chuva ganha intensidade no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com risco de temporais localizados, raios e chuva forte em alguns momentos. Já entre segunda (29) e terça-feira (30), as instabilidades permanecem concentradas entre Paraná e Santa Catarina, com novos núcleos de chuva também atingindo o Norte gaúcho.

Conforme o meteorologista, o comportamento da chuva será intercalado, com períodos de precipitação intensa e outros de menor intensidade, mas mantendo elevados os acumulados ao longo dos próximos dias.

Piter Scheuer também ressalta que o fenômeno El Niño começa a influenciar gradativamente as condições do tempo. Apesar de este ainda não ser o período de maior intensidade do fenômeno, o especialista recomenda que a população acompanhe os alertas meteorológicos, já que os volumes previstos são expressivos e podem causar impactos em diversas regiões do Sul do Brasil.