O artista plástico catarinense Juarez Machado morreu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. A morte foi comunicada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), que manifestou pesar pela perda de um dos nomes de destaque das artes visuais de Santa Catarina.
Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville, Juarez Machado construiu uma trajetória marcada pela criatividade e pela atuação em diferentes linguagens artísticas. Pintor, desenhista, gravurista, chargista e ilustrador, também desenvolveu trabalhos com esculturas, capas de discos, cartazes, cenários, joias, projetos urbanísticos e figurinos para teatro e televisão.
Reconhecido internacionalmente, realizou inúmeras exposições ao longo da carreira e levou sua produção artística para diferentes países.
Trajetória também passou pela televisão
Na década de 1960, Juarez cursou a Faculdade de Belas Artes de Curitiba. Nos anos seguintes, passou a integrar os núcleos de criação e humor da Rede Globo, onde permaneceu por mais de duas décadas, participando da produção de vinhetas, aberturas, cenários e figurinos.
Em 1975, ganhou projeção nacional ao participar do programa Fantástico, onde aparecia como personagem mímico interagindo com os próprios desenhos.
Na década de 1980, mudou-se para Paris, estabelecendo-se em Montmartre, onde manteve seu principal ateliê.
Ligação com Santa Catarina
Apesar da carreira internacional, Juarez Machado manteve forte ligação com Santa Catarina e, especialmente, com Joinville.
Em 2001, o teatro localizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, recebeu o nome do artista. Em 2014, também na cidade natal, foi inaugurado o Instituto Internacional Juarez Machado, instituição sem fins lucrativos criada com o objetivo de estimular a consciência artística e contribuir para a difusão da arte no Norte catarinense.
A relação com a Fundação Catarinense de Cultura também foi marcada por importantes momentos. Em 2012, quando completou 70 anos, Juarez realizou uma grande exposição no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis.
Batizada de “Soixante-Dix”, palavra francesa para “setenta”, a mostra reuniu mais de 55 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas, figurinos e objetos. A exposição marcou ainda o primeiro evento do Instituto Internacional Juarez Machado no Brasil.
Juarez Machado deixa como legado uma extensa produção artística e uma carreira que ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina e do Brasil, tornando seu trabalho reconhecido internacionalmente.





