sicred
Unifique

Na Ceasa/SC, o preço médio das maçãs apresentou queda de 0,7% entre dezembro e janeiro. Na comparação com janeiro de 2025, a desvalorização chegou a 7,6%. A maçã Gala, variedade que inicia a colheita da safra, teve recuo de 1,2% no período, enquanto a maçã Fuji apresentou queda mais moderada, de 0,2%.

Para fevereiro, com o avanço da colheita da Gala e o aumento contínuo da oferta, a expectativa é de nova pressão baixista nos preços. Já na Ceagesp, a maçã de origem catarinense manteve cotações valorizadas no início de 2026, sustentadas pela maior demanda por fruta nacional fresca, mesmo diante da recuperação da produção estadual.

Segundo o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Agrícola da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Junior, a intensificação da procura por variedades nacionais elevou a demanda na Ceagesp e manteve os preços valorizados, mesmo com o aumento do volume de fruta disponível no mercado.

“No mesmo período, as maçãs importadas também apresentaram valorização entre dezembro e janeiro, com alta de 44,1%, porém seguiram 0,9% abaixo das cotações da fruta catarinense na central paulista. Esse cenário manteve a concorrência com a produção nacional, sem comprometer o desempenho da maçã catarinense”, explica.

No vídeo, o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Junior, analisa o cenário da maçã catarinense e os principais movimentos econômicos do mercado, considerando a produção estimada para a safra 2025/26, com base nos dados do Observatório Agro Catarinense.