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NOTISERRA SC, SÃO JOAQUIM
27/01/2026 10h29 ⟳ Atualizada em 27/01/2026 às 10h29

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três homens, familiares dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, pelo crime de coação de testemunha. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27), em Florianópolis.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, o inquérito que apurou a coação foi concluído. Entre os indiciados estão um advogado e dois empresários. As investigações apontam que um adulto, familiar de um dos adolescentes, teria utilizado uma arma de fogo para intimidar o porteiro de um condomínio, com o objetivo de evitar o compartilhamento de informações com as autoridades.

Na segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, na tentativa de localizar o armamento supostamente utilizado na coação. A arma, no entanto, não foi encontrada.

O caso envolve a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, no dia 15 de janeiro. O episódio teve grande repercussão nacional, gerou protestos e comoveu moradores da região. O animal era cuidado por moradores, pescadores e comerciantes locais há quase dez anos.

Segundo a Polícia Civil, os adolescentes investigados são suspeitos de maus-tratos contra o animal. Até o momento, eles não foram apreendidos. Conforme informado pelo delegado-geral, dois dos adolescentes estão em viagem aos Estados Unidos, em Orlando, e devem retornar ao Brasil na próxima semana. A viagem, segundo a investigação, já estava programada antes do início da repercussão do caso.

O cão foi encontrado com ferimentos graves e, devido à gravidade do quadro, acabou não resistindo. As investigações seguem em andamento para a completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos, conforme prevê a legislação.

 

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