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Foto Wagner Urbano

Os preços da maçã voltaram a subir no mercado brasileiro e reforçam a tendência de recuperação esperada para o segundo semestre. Entre os dias 10 e 14 de agosto, as variedades Gala e Fuji apresentaram valorização, segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea.

De acordo com agentes consultados pelo centro de pesquisas, o principal fator para o aumento das cotações é a redução gradual da disponibilidade de maçãs armazenadas em câmaras frigoríficas.

Apesar de os estoques ainda serem considerados elevados, o volume disponível atualmente é menor do que o observado algumas semanas atrás. A diminuição da oferta tem favorecido uma recuperação gradual dos preços pagos pela fruta.

Fuji sobe mais de 9% em uma semana

Na média das regiões classificadoras acompanhadas pelo levantamento, a maçã Gala graúda categoria 1 foi negociada a R$ 103,11 a caixa de 18 quilos, aumento de 2,80% em comparação com a semana anterior.

A valorização foi ainda mais expressiva para a Fuji. A Fuji graúda categoria 1 alcançou R$ 93,80 por caixa de 18 quilos, representando uma alta de 9,19% em apenas uma semana.

O comportamento de alta também foi observado no mercado atacadista de São Paulo.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a Fuji graúda categoria 1 foi comercializada a R$ 120,22 por caixa de 18 quilos, valorização semanal de 5,90%.

Já a Gala do mesmo padrão avançou 4,60%, atingindo R$ 130,82 por caixa de 18 quilos.

Tendência é de preços mais atrativos

A expectativa para o restante de agosto é de continuidade desse movimento. Conforme o Hortifrúti/Cepea, a redução progressiva do volume armazenado deve contribuir para manter as negociações em patamares mais atrativos.

O cenário é acompanhado com atenção pelo setor produtivo, especialmente nas principais regiões produtoras de maçã do Sul do Brasil, entre elas a Serra Catarinense, responsável por uma parcela importante da produção nacional.

A evolução dos preços durante o segundo semestre também ocorre em um período no qual a oferta passa a depender cada vez mais dos estoques formados durante a safra.

Fonte: Hortifrúti/Cepea