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Mesmo na última semana de julho, período em que normalmente o mercado apresenta menor movimentação, os preços da maçã registraram alta nas principais regiões classificadoras do país. O avanço nas cotações é atribuído, principalmente, à redução da oferta da fruta, à medida que a colheita se aproxima do fim e diminuem os volumes disponíveis em estoque.

Levantamento do Hortifrúti/Cepea, referente ao período de 27 a 31 de julho, aponta que a comercialização segue aquecida, enquanto a disponibilidade da fruta se torna cada vez mais controlada.

Na média das regiões classificadoras, a maçã Gala graúda categoria 1 foi comercializada a R$ 95,71 por caixa de 18 quilos, registrando alta de 1,82% em relação à semana anterior.

A valorização foi ainda maior para a maçã Fuji graúda categoria 1, negociada a uma média de R$ 82,00 por caixa de 18 quilos, representando aumento de 7,76% no mesmo período.

O movimento de alta também foi observado no mercado atacadista. Na Ceagesp, em São Paulo, a Gala graúda categoria 1 alcançou média de R$ 120,90 por caixa de 18 quilos, uma valorização de 4,81% na comparação semanal.

Segundo os pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a tendência é de continuidade da alta nas próximas semanas. Com a oferta cada vez mais restrita e a redução gradual dos estoques, a expectativa é de que os preços permaneçam firmes.

Outro fator que deve contribuir para esse cenário é o aumento da demanda previsto para a primeira quinzena de agosto. O retorno das aulas e a maior disponibilidade financeira dos consumidores no início do mês podem impulsionar o consumo da fruta, fortalecendo ainda mais as cotações.

A perspectiva é positiva para os produtores da Serra Catarinense, principal região produtora de maçã do Brasil, que acompanham a valorização da fruta em um momento de oferta mais limitada no mercado nacional.

Fonte: hfbrasil.org.br