O ex-governador, Raimundo Colombo (PSD), foi citado na edição de hoje da revista Crusoé, como um possível beneficiário de propina da Odebrecht. A matéria intitulada “A Lista do Delivery da Propina”, destaca que um computador velho, destinado para uma criança jogar videogame, continha a “senha” de um engenhoso esquema de corrupção montado pela Odebrecht.

Ainda de acordo com a publicação, essas são as provas que faltavam à Polícia Federal, para confirmar que políticos citados em delação realmente receberam propina da construtora.

A empresa de transportes Transnacional, é apontada como a responsável por supostamente levar a propina até os “beneficiários” e, o ex-gerente de operações da empresa, Edgar Venâncio, que havia pego o computador da empresa falida para dar ao filho, entregou o HD com todas as informações à Polícia Federal, além de uma planilha feita por ele mesmo com os registros de parte das entregas de dinheiro.

Políticos citados

O Cruzamento de informações feito pela Polícia Federal de acordo com a publicação, aponta os nomes do ex-presidente, Michel Temer (MDB), dos ex-ministros Romero Jucá (MDB), Henrique Alves (MDB) e Gilberto Kassab (PSD), além dos senadores, Gleisi Hoffmann (PT), Ciro Nogueira (Progressistas), Edison Lobão (MDB), José Agripino (DEM), Jader Barbalho (MDB) e Kátia Abreu (PSD).

Entre os ex-governadores estão citados, do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); do Paraná, Beto Richa (PSDB); de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e do Tocantins, Sandoval Cardoso (Solidariedade).

Raimundo Colombo

O ex-governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), também aparece na planilha apresentada segundo a Crusoé, à Polícia Federal. Com o nome de Colombo, está citado o apelido “Galego”, e que teria como intermediários André Moreno e Olavo Meier.

Ao todo de acordo com a revista teriam sido entregues R$ 4,5 milhões em dois hotéis, sendo um na Avenida das Nações Unidas 12,901, e na Rua João Cachoeira, 107. Segundo a planilha teriam sido feitas 4 entregas.

A publicação relata ainda, a delação destacando que num dia 27 de fevereiro sem especificar o ano, havia na programação do Departamento de Propina da Odebrecht um pagamento de R$ 1,5 milhão para “Galego”, apelido até então não conhecido, mas que havia sido dado a Colombo. Na mesma data segundo mensagens, os agentes da Transnacional se dirigiram ao Hotel Hilton para entregar a mesma quantia a Olavo Meier, ex-assessor do governador, segundo a Crusoé.

Contraponto

 O SCemPauta procurou informações sobre os dois nomes que aparecem como supostos intermediários do ex-governador, Raimundo Colombo (PSD). De acordo com pessoas próximas ao pessedista, André Moreno atuou na Casa Civil e depois no Deinfra, porém, ninguém soube dizer quem é Olavo Meier.

Através de nota a assessoria de Colombo se manifestou:

“O ex-governador Raimundo Colombo lamenta o uso de informações requentadas sobre fatos investigados e já arquivados pelo Ministério Público Federal e Ministério Público de Santa Catarina.

Sobre o único processo que responde, de questões eleitorais, Colombo confia na Justiça. Afirma que será esclarecido e, ao final, como nos outros casos, será arquivado” – Assessoria do ex-governador Raimundo Colombo.