Santa Catarina recebeu nessa semana a 1ª Missão Técnica ATeG do Senar com a ivisita de um grupo de superintendentes e especialistas de nove estados brasileiros que contam com o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). As visitas e reuniões ocorreram em Florianópolis e São Joaquim. O presidente do Sistema Faesc/Senar José Zeferino Pedrozo recebeu a comitiva na capital catarinense que apresentou o desenvolvimento da ATeG no Estado.

Em São Joaquim a comitiva visitou a sede do Sindicato Rural onde os participantes foram presenteados com a melhor maçã da América latina (produzida em solo joaquinense), almoçaram na Vinícola Leoni de Venezia e, posteriormente, fizeram visita técnica nas Fazendas Serrinha do Pecuarista Wilson Castello Branco e Água Branca do produtor Paulo Borges Duarte.

Acompanharam as estruturas de manejo desenvolvidas por meio da metodologia ATeG, estratégias de trabalho, projetos, resultados alcançados, desafios e inovações obtidas. O coordenador do ATeG em Bovinocultura de Corte e presidente do Sindicato Rural de São Joaquim Antônio Marcos Pagani de Souza salientou que foi uma honra para Santa Catarina ser o primeiro Estado a receber a missão técnica do Senar.

“Para nós, catarinenses, é motivo de alegria receber a primeira missão. Demonstramos o potencial das propriedades, a evolução alcançada com dois anos de programa, o ganho de quilo de animais por hectare. A ATeG proporcionou aumento de renda às propriedades, melhoria genética e padrão racial”, destacou.

Segundo Pagani, os resultados do programa são positivos em todos os 28 grupos atendidos em 27 sindicatos Rurais do Estado e 75 municípios, beneficiando 840 produtores rurais. “Recentemente realizamos o Primeiro Dia de Campo do Programa de Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte de Santa Catarina, em Bom Retiro, com a presença de aproximadamente 800 produtores. Isso demonstra a consolidação do programa com elevado grau de satisfação dos produtores”.

O coordenador estadual reforçou também a importante parceria com o Sebrae/SC no desenvolvimento da bovinocultura no Estado com a inseminação artificial por meio do protocolo IATF. Em dois anos serão inseminadas 50 mil matrizes: 18 mil fêmeas em 2017/2018 e 32 mil fêmeas em 2018/2019. “No primeiro ano de inseminação tivemos resultado de 69% de prenhez positiva. A média catarinense é em torno de 40% a 45%, então isso já deu um ganho muito grande para os produtores rurais de Santa Catarina”, complementou.

O superintendente adjunto do SENAR em Goiás Dirceu Borges reforçou a importância da missão a e a análise em Santa Catarina para o desenvolvimento da ATeG em outros Estados e regiões. “É muito interessante essa troca de experiências entre diferentes regionais. Conhecemos a realidade de Santa Catarina. Isso agrega e faz a diferença, são planejamentos desenvolvidos em Santa Catarina e que pode ser implantado em Goiás e vice-versa. Essa integração e é muito importante para que possamos atingir o objetivo de mudar a realidade e fazer diferença na vida dos produtores rurais”.

O pecuarista Wilson Castello Branco declarou que a ATeG melhorou muito a sua produção desde o índice de prenhez e natalidade até o ganho de peso na hora do abate. “Comecei na pecuária desde cedo. Há 66 anos, meu pai já era produtor e dei continuidade e atuo como veterinário há 42 anos. O programa ATeG foi a melhor orientação que tive em pecuária de corte, principalmente no setor de manejo e alimentação de bovinos. A iniciativa tem dado certo e em pouco mais de um ano já aumentamos o índice de prenhez, o de natalidade e, consequentemente, os animais abatidos”, revelou o produtor.

O superintendente do SENAR/SC, Gilmar Antônio Zanluchi avaliou o trabalho desempenhado por Santa Catarina: “Estamos positivamente surpresos com o engajamento que existem entre os produtores rurais. A intenção do Sistema Faesc/Senar é, cada vez mais, atender a necessidade do produtor rural em produzir com qualidade, quantidade e regularidade no melhoramento genético, implantação das pastagens, IATF e outras práticas. Além disso, destacando a gestão de qualidade com a tomada de decisões assertivas”.

Zanluchi reforçou a satisfação em ser o primeiro Estado a receber a missão do Senar. “Foi um dia maravilhoso e de grande proveito. Uma honra receber os colegas superintendentes e técnicos de outras regionais do País para uma troca de informações e experiências tão rica”.

O diretor de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Matheus Ferreira destacou a importância do programa e o desenvolvimento que traz para os produtores por meio de melhores práticas. “A avaliação está sendo muito positiva. Santa Catarina vem executando o programa em diferentes cadeias produtivas há dois anos com resultados muito expressivos. Estamos alcançando os objetivos de aumento de produtividade e renda dos produtores rurais que são os por meio da metodologia ATeG do SENAR. O trabalho em Santa Catarina tem dado muito certo e a intenção é levar essas experiências positivas para os demais Estados do Brasil”, finalizou.