Santa Catarina iniciou 2021 com 9.896 policiais militares, segundo dados da própria Polícia Militar (PMSC) divulgados nesta semana. O número é o segundo menor desde 2004 – primeiro ano em que o efetivo foi contabilizado sem os bombeiros militares -, quando o Estado tinha 11,6 mil agentes. O máximo atingido de lá para cá ocorreu em 2007, quando o efetivo ultrapassou a marca de 12 mil.

Os dados da tabela ao lado, que levam em conta o efetivo em 1º de janeiro de cada ano, mostram a redução do quadro ao longo da última década, principalmente por causa do número de profissionais que entraram na reserva – a aposentadoria militar. No ano passado, segundo a PMSC mais de 600 deixaram o efetivo e mais 600 podem sair em 2021. Um dos motivos da aceleração dos pedidos de ingresso na reserva é a mudança nas regras de proteção social do setor aprovadas em 2019, em meio à reforma da Previdência. O texto endureceu os pré-requisitos, o que motivou agentes a anteciparem o pedido.

Segundo o comandante-geral da PMSC, coronel Dionei Tonet, o governo do Estado está empenhado em recompor o efetivo e nomeou em fevereiro 500 novos policiais, que já iniciaram o curso preparatório (foto). Esse número, que é o limite da capacidade de formação da PMSC, deve ser repetido pelos próximos cinco anos para enfrentar a redução do quadro. “Há uma crítica que se faz à falta de planejamento ao longo dos anos.

Tivemos uma inclusão grande na década de 80 e 90 e não houve inclusões regulares ao longo do tempo. Isso fez com que tivéssemos um movimento muito forte de policiais entrando na reserva nos últimos três anos”, afirmou. Hoje, há um déficit de 1,1 mil policiais nas ruas, já que o ideal, diz, são 11 mil agentes. A necessidade de efetivo diminuiu ao longo do tempo com a inclusão de tecnologia, principalmente pelo tempo economizado em ocorrências. Segundo Tonet, cada registro demorava cerca de 2h30 no passado. Hoje, leva 30 minutos.