Santa Catarina voltou a registrar uma região em estado gravíssimo (vermelho) no mapa de risco para Covid-19. Trata-se da Grande Florianópolis.

A mais recente atualização da matriz que mede o cenário da pandemia no Estado, foi divulgada no final da manhã desta quarta-feira (4).

Mapa de risco divulgado pela SES nesta quarta-feira (4) – Foto: SES/Divulgação/ND

Desde o dia 15 de setembro, Santa Catarina não apresentava regiões em vermelho. A Grande Florianópolis abrange 22 municípios e a nova classificação afeta, aproximadamente, 1 milhão e 200 mil pessoas.

Além da reclassificação da Grande Florianópolis, outras onze regiões encontram-se em estado grave (cor laranja) e quatro em alto (cor amarela).

As regiões Alto Vale do Rio do Peixe, Planalto Norte, Médio Vale do Itajaí, Nordeste e Xanxerê tiveram o risco aumentado, modificando de alto
para grave. Seis regiões se mantiveram em nível grave: Extremo Oeste, Serra Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí, Laguna e Extremo Sul).

A região Oeste fez o caminho inverso, tendo seu risco reduzido de grave para alto. Outras três regiões apresentam nível alto: Alto Uruguai Catarinense, Meio-Oeste e Carbonífera. Não há regiões em nível moderado (azul).

Quatro itens são levados em consideração na avaliação da matriz:

  • Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19. Nas regiões em alerta, o índice aponta que a pandemia continua em expansão;
  • Transmissibilidade: variação no número de confirmação e casos ativos. Regiões em alerta apresentam alta no número de casos;
  • Monitoramento: casos investigados e inquérito de síndrome gripal na comunidade;
  • Capacidade de atenção: mede a ocupação dos leitos de UTI.

Regiões em alerta

A matriz traz alertas específicos. Na taxa de ocorrência de óbitos (evento sentinela), estão em alerta a regiões Extremo Oeste, Grande Florianópolis e a Serra Catarinense.

Com relação a transmissibilidade, as regiões em estado de atenção são o Extremo Sul, a Serra Catarinense, o Médio Vale do Itajaí, a Foz do Rio Itajaí, Laguna, Carbonífera e Nordeste.

No quesito monitoramento, a maioria das regiões encontra-se em nível grave, demonstrando que há necessidade de aprimorar a investigação de contatos de casos e vigilância ativa, por meio de qualificação da realização do inquérito de síndrome gripal na comunidade.

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, a elevação da classificação da Grande Florianópolis pode refletir nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com o aumento na taxa de ocupação.

Na última semana, Santa Catarina registrou 13.924 novos casos e 80 mortes em decorrência da Covid-19.

Veja os índices de cada região:

Evento sentinela: 

  • Regiões em alerta: Extremo-Oeste; Grande Florianópolis; Serra Catarinense.

Índice evento sentinela – Foto: SES/Divulgação/ND

Transmissibilidade:

  • Regiões em alerta: Extremo Sul; Serra Catarinense; Médio Vale do Itajaí; Foz do Rio Itajaí; Laguna; Carbonífera; Nordeste.

Índice transmissibilidade – Foto: SES/Divulgação/ND

Monitoramento:

  • Regiões em alerta: Foz do Rio Itajaí.

Índice monitoramento – Foto: SES/Divulgação/ND

Capacidade de Atenção: 

  • Regiões em alerta: Grande Florianópolis.

Índice capacidade de atenção – Foto: SES/Divulgação/ND