
São Joaquim sediou, nesta quarta-feira (10), o II Seminário Transtornos do Desenvolvimento: diagnóstico precoce, intervenção multidisciplinar e direitos para uma vida inclusiva. O evento foi realizado no Parque Nacional da Maçã e reuniu aproximadamente 800 participantes, entre profissionais da educação, saúde, assistência social, familiares e representantes da comunidade regional.
A iniciativa foi promovida pelo deputado estadual Lucas Neves (Republicanos), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em parceria com a Prefeitura de São Joaquim e diversas instituições locais.
O objetivo do seminário foi ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos do desenvolvimento, promovendo reflexões sobre diagnóstico precoce, inclusão, direitos e atendimento multidisciplinar.
Durante a abertura, o deputado Lucas Neves destacou a importância da união entre os diferentes setores da sociedade para fortalecer a inclusão. “Quem compreende, respeita. E quem respeita, inclui. É isso que queremos através dessa união entre profissionais da saúde, educação, assistência social, famílias atípicas e toda a comunidade, para oferecer cada vez mais qualidade de vida, atendimento e acolhimento aos autistas e suas famílias”, afirmou.
O prefeito de São Joaquim, José Teodoro de Sena Amaral, também participou do evento, reforçando o compromisso da administração municipal com políticas públicas voltadas à inclusão e ao atendimento das pessoas com deficiência.
O vereador Domingos Martorano destacou o avanço das políticas públicas relacionadas ao autismo no município e lembrou que diversas iniciativas foram implantadas nos últimos anos por meio de legislação municipal. “Hoje é um dia especial porque a conscientização é fundamental. Temos trabalhado essa pauta no Legislativo com muito empenho. São Joaquim já conta com leis importantes, como o Abril Azul, o Dia Municipal do Autista e a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que já é uma realidade no município. Também conquistamos recursos para a implantação de uma sala multissensorial. Tudo isso fortalece uma política pública que atende uma demanda cada vez mais presente na sociedade”, ressaltou.
A secretária municipal de Educação, Roberta Karine, destacou a relevância do seminário para ampliar o conhecimento da população e dos profissionais que atuam diretamente com pessoas autistas.“É um tema que está presente no cotidiano de toda a sociedade. Trazer reflexões para professores, profissionais da saúde, assistência social e comunidade em geral amplia o conhecimento, o comprometimento e a compreensão sobre o espectro autista. A inclusão acontece por meio do debate, da informação e do reconhecimento das singularidades de cada pessoa”, afirmou.
Segundo a diretora de Educação Especial de São Joaquim, Vandréa Oliveira Barbosa, o evento teve caráter intersetorial e reuniu participantes de diversos municípios da Serra Catarinense.“Estamos recebendo pais, profissionais da saúde, educação e assistência social. É fundamental que toda a sociedade compreenda que a criança autista é um cidadão e precisa ser acolhida, assim como sua família. É uma alegria receber tantas pessoas em um evento tão relevante para nossa comunidade”, destacou.
A programação contou ainda com a palestra da especialista em educação especial Wania Boer, profissional com 46 anos de experiência na área. Durante sua apresentação, ela abordou os desafios da inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista e compartilhou estratégias práticas para profissionais da educação.“Precisamos entender de fato esses alunos para garantir uma aprendizagem de qualidade, respeitando seus direitos e promovendo uma inclusão verdadeira dentro das escolas”, enfatizou.
Entre os participantes estava a professora de apoio e colaboradora da APAE, Andreia Antunes da Silva, que ressaltou a importância da conscientização e do respeito às diferenças.
“Eventos como esse ajudam a conscientizar as pessoas. Todas as crianças, não apenas as autistas, mas todas as pessoas com deficiência, merecem respeito, acolhimento e oportunidades”, afirmou.
O II Seminário Transtornos do Desenvolvimento consolidou-se como um importante espaço de formação, troca de experiências e fortalecimento das políticas de inclusão, reunindo profissionais e famílias em torno da construção de uma sociedade mais acessível, acolhedora e inclusiva para todos.



