A Serra Catarinense foi a região que mais recebeu chuva em Santa Catarina durante o mês de julho. Dados da Epagri/Ciram mostram que os municípios serranos concentraram os maiores volumes de precipitação do Estado, com destaque para São Joaquim, que registrou um acumulado de 477 milímetros, o maior índice catarinense no período.
Na sequência aparecem Urubici, com 371 milímetros; Lages, com 341 milímetros; e Urupema, com 325 milímetros. Apesar de cidades do Oeste e Meio-Oeste também apresentarem elevados volumes de chuva, nenhuma delas superou os índices registrados na Serra Catarinense.
São Joaquim bate recorde histórico

Além de liderar o ranking estadual, São Joaquim atingiu uma marca histórica. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município registrou o maior volume de chuva para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1983.
O acumulado de 477 milímetros representa o maior índice para o mês nos últimos 40 anos e evidencia o comportamento atípico do clima durante julho, marcado por sucessivos episódios de instabilidade.
Fenômeno El Niño já influencia o clima

Segundo o meteorologista Piter Scheuer, os elevados volumes de chuva e as temperaturas acima da média já refletem a atuação do fenômeno El Niño, que deve ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses.
“Sim, esses já são os reflexos do fenômeno El Niño, que gradativamente vai ganhando mais força na sequência dos próximos meses. O auge desse super El Niño será em setembro, outubro, novembro e início do ano que vem, quando os acumulados de chuva serão ainda mais significativos. Tornados já vêm acontecendo na Região Sul como previsto e tendem a se tornar mais frequentes, assim como episódios de granizo e vendavais”, explica.
Alternância entre sol e chuva deve continuar
Apesar do elevado acumulado registrado em julho, o mês também teve períodos de tempo firme. Conforme Piter Scheuer, essa alternância faz parte do comportamento atmosférico esperado durante o inverno, mas a tendência é de que os episódios de chuva se tornem cada vez mais frequentes.
“Nos próximos meses teremos um padrão de chuvas mais frequentes, mas ainda haverá algumas janelas de tempo seco. É normal. Em alguns momentos ocorre uma chuva extrema, depois alguns dias de tempo bom e logo em seguida outro episódio de chuva intensa. Vai chegar um período em que as pessoas vão perguntar quando a chuva vai parar, porque ela será muito contínua. Precisamos nos preocupar, pois serão chuvas expressivas, acompanhadas de tempestades, granizo e vendavais”, alerta o meteorologista.
Fonte: SCC






