05/01/2026 12h18 ⟳ Atualizada em 05/01/2026 às 12h18
A Serra Catarinense voltou a registrar sete casos de feminicídio em 2025, segundo dados do Observatório da Violência Contra a Mulher. O número repete o patamar de 2023 e supera o total de 2024, quando foram contabilizadas cinco mortes. O cenário reforça a permanência da violência de gênero como um dos principais desafios sociais da região.
Nos últimos seis anos, os registros mostram oscilações, mas com tendência de alta em períodos recentes. Em 2020, foram quatro casos; em 2021, cinco; em 2022, três; em 2023, sete; em 2024, cinco; e novamente sete em 2025. O levantamento aponta ainda que a idade média das vítimas é de 36 anos, evidenciando que a violência atinge, majoritariamente, mulheres adultas em idade economicamente ativa.
Além dos crimes letais, os dados revelam um alto volume de ocorrências de violência contra mulheres. Somente entre janeiro e novembro de 2025, a Serra Catarinense contabilizou 4.423 registros. Em anos anteriores, os números também foram expressivos: 4.108 em 2020; 4.473 em 2021; 4.841 em 2022; 5.356 em 2023; e 5.128 em 2024.
Segundo o Observatório, as ameaças representam quase metade de todas as ocorrências, indicando um padrão recorrente de violência psicológica e intimidação, frequentemente associado à escalada para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.
Um dado que chama atenção é que, em 100% dos casos de feminicídio registrados na Serra Catarinense, as vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência contra o autor do crime. A informação reforça a importância da denúncia precoce e do fortalecimento das redes de proteção, capazes de interromper ciclos de violência antes que cheguem ao desfecho fatal.
No Brasil, o crime de feminicídio é punido com pena de reclusão de 20 a 40 anos, podendo ser aumentada de um terço até a metade em situações agravantes, como quando o crime ocorre durante a gestação, na presença de filhos ou em descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Em casos de violência ou ameaça, a orientação é buscar ajuda imediatamente. Situações de emergência devem ser comunicadas pelo 190, da Polícia Militar. Denúncias e orientações também podem ser feitas pelos canais 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 181, de forma anônima.
