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Foto: REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país deverá “vencer facilmente” o confronto militar contra o Irã. A declaração foi feita durante cerimônia da Medalha de Honra na Casa Branca, quando o republicano comentou o andamento das operações no Oriente Médio.

Segundo Trump, o cronograma inicial previa uma campanha entre quatro e cinco semanas, mas a duração pode se estender. Ainda assim, ele afirmou que as forças americanas estariam “substancialmente adiantadas” e preparadas para manter as ações por mais tempo, se necessário.

Ao detalhar os objetivos estratégicos, o presidente citou quatro frentes principais. A primeira envolve a neutralização do programa de mísseis iraniano, com ataques direcionados a centros de produção e arsenais. A segunda mira a estrutura naval do país — Trump afirmou que ao menos dez embarcações iranianas teriam sido destruídas.

Outro ponto destacado foi impedir, de forma definitiva, que Teerã tenha acesso a armamento nuclear. O presidente voltou a criticar acordos internacionais firmados no passado, classificados por ele como erros estratégicos que teriam permitido avanços no programa atômico iraniano.

A quarta frente mencionada envolve o bloqueio ao apoio iraniano a grupos armados fora de suas fronteiras, com foco em financiamento, treinamento e fornecimento de armamentos.

Frustração com diplomacia

Trump também relatou frustração com tentativas recentes de negociação. Segundo ele, houve expectativa de entendimento em mais de uma ocasião, mas o governo iraniano teria recuado, tornando inevitável a via militar.

O presidente afirmou que o Irã ignorou alertas enviados por Washington e continuou avançando em programas considerados ameaças diretas às forças americanas posicionadas no Oriente Médio e à segurança internacional.

Ainda de acordo com Trump, o desenvolvimento de mísseis balísticos iranianos evoluía rapidamente e poderia, em breve, ampliar o alcance das ameaças para além da região. Ele afirmou que esses armamentos já seriam capazes de atingir alvos na Europa e bases militares americanas, tanto locais quanto no exterior.

As declarações reforçam a retórica dura adotada pelo governo norte-americano em relação ao Irã e indicam a continuidade das operações militares e da pressão diplomática no cenário internacional.