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A Serra Catarinense registrou nesta sexta-feira um cenário climático de atenção. Após um amanhecer marcado por temperaturas extremamente baixas, a umidade relativa do ar despencou para cerca de 10% em São Joaquim, índice considerado semelhante ao encontrado em regiões desérticas.

O alerta foi emitido pelo engenheiro agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho, que chamou a atenção para os impactos das condições extremamente secas na saúde da população e no aumento do risco de incêndios.

Segundo Coutinho, a baixa umidade provoca desconfortos imediatos, como irritação nos olhos, ressecamento do nariz e da garganta, além de exigir cuidados redobrados, principalmente para quem realiza atividades ao ar livre.

“Estamos agora com 10% de umidade aqui na Climaterra, na cidade de São Joaquim. Isso é umidade de deserto. O olho arde, o nariz e a garganta ficam secos. O pessoal precisa tomar cuidado com os trabalhos ao ar livre e beber bastante água ao longo do dia”, alertou.

De acordo com o especialista, os índices podem cair ainda mais ao longo da tarde no topo da Serra Catarinense. A condição também evidencia a grande amplitude térmica registrada na região. Enquanto o amanhecer teve temperaturas entre -7°C e -9°C, durante a tarde os termômetros chegaram a marcar entre 15°C e 17°C, antes de voltarem a cair no período da noite.

Além dos efeitos sobre a saúde, Ronaldo Coutinho destaca que o tempo muito seco favorece a propagação de incêndios em vegetação, exigindo atenção da população para evitar queimadas e qualquer atividade que possa provocar focos de fogo.

O alerta se estende não apenas ao topo da Serra Catarinense, mas também para outras regiões de Santa Catarina que podem registrar baixos índices de umidade nos próximos dias. A recomendação é aumentar a ingestão de água, evitar exercícios físicos intensos nos horários mais quentes, utilizar hidratantes e umidificar os ambientes sempre que possível.