
A noite de terça-feira, 21 de abril, foi marcada por mais uma edição da tradicional Feira do Terneiro e da Terneira em São Joaquim. Com mais de 40 anos de história, o evento é considerado um dos mais importantes do setor agropecuário da região, reunindo produtores e investidores e registrando, em média, cerca de 400 animais inscritos.
Presidente da Associação Rural de São Joaquim, Marcos Pagani destacou a relevância da feira e o avanço da pecuária local. Segundo ele, o município possui um dos maiores rebanhos do estado e vem se consolidando também pela qualidade genética dos animais.
Pagani ressaltou conquistas recentes em eventos nacionais, como premiações obtidas em Vacaria, no Rio Grande do Sul, que evidenciam o nível do melhoramento genético alcançado pelos produtores da região. “Isso mostra que São Joaquim tem se destacado muito na qualidade dos animais. Hoje, o produtor busca eficiência, com animais precoces e produção de carne de qualidade”, afirmou.
O evento também contou com a parceria de instituições financeiras como Banco do Brasil, Sicredi e Bradesco, oferecendo linhas de crédito com condições facilitadas aos produtores, incentivando investimentos no setor.
Para o leiloeiro Delamar Macedo, a qualidade dos animais apresentados foi um dos destaques desta edição. “Sem medo de errar, é um dos leilões mais padronizados dos últimos anos, com excelente genética. Isso garante bons resultados tanto para quem vende quanto para quem compra”, avaliou.
Além de impulsionar o mercado pecuário, a feira também tem impacto direto na economia local. Segundo o leiloeiro, todas as negociações são formalizadas com emissão de nota fiscal, o que contribui para o retorno de ICMS ao município.
O resultado do leilão confirmou o bom momento do setor. Os terneiros alcançaram média de R$ 17,89 por quilo, com peso médio de 208,08 quilos. Já as terneiras tiveram média de R$ 16,83 por quilo, com peso médio de 204,90 quilos.
Com forte participação e resultados positivos, a feira reforça o papel de São Joaquim como referência na pecuária de qualidade e no desenvolvimento do agronegócio na Serra Catarinense.
Texto: Wagner Urbano





