A Associação dos Engenheiros Agrônomos da Serra Catarinense (ASSEA) realizou, nesta quarta-feira, na Casa da Cultura, em São Joaquim, o 7º Ciclo de Palestras da entidade. O encontro ocorreu das 8h às 18h e reuniu engenheiros agrônomos, pesquisadores e especialistas para discutir temas ligados aos desafios atuais da agricultura, com atenção especial à fruticultura da Serra Catarinense.
Destinado exclusivamente aos engenheiros agrônomos e engenheiras agrônomas associados à ASSEA, o evento contou com uma programação diversificada, envolvendo pesquisa, inovação, legislação ambiental, novas tecnologias e inteligência artificial aplicada ao agronegócio.
Segundo o presidente da ASSEA, o engenheiro agrônomo Marcelo Mariotti Machado, o ciclo de palestras busca aproximar os profissionais das informações e tecnologias que estão sendo desenvolvidas para o setor.
“A gente está realizando o sétimo ciclo de palestras da ASSEA, com bastante palestrantes e uma parceria muito forte com a Epagri, trazendo a pesquisa para os nossos sócios”, destacou.
Ao longo do dia, diferentes profissionais passaram pela Casa da Cultura. Entre eles estiveram Cristiano Arioli, Leonardo Araújo, Diego Hemkemeier, Vilson Castelo Branco, Mariuccia e Luiz Fernando Delabruna, além de outros especialistas convidados.
Legislação ambiental e conformidade no agro

Um dos assuntos de destaque foi a atualização sobre legislação ambiental e conformidade no agronegócio, apresentada por Diego Hemkemeier, do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
Durante a palestra, foram abordadas mudanças, exigências e situações relacionadas à aplicação da legislação ambiental no cotidiano das propriedades e das atividades agrícolas e pecuárias.
De acordo com Hemkemeier, levar esse conhecimento aos engenheiros agrônomos é fundamental, já que esses profissionais também atuam na orientação de produtores e exercem papel importante na tomada de decisões no campo.
“A legislação ambiental é muito importante no Brasil e talvez ainda mais nas questões relacionadas às atividades agrícolas e pecuárias, que estão muito presentes na Serra Catarinense. Trazer essas informações para profissionais que são especialistas e formadores de opinião é muito importante”, afirmou.
Engenheiro agrônomo e profissional da área ambiental, Hemkemeier ressaltou ainda a importância de o setor produtivo conhecer as regras para conciliar produção, desenvolvimento e preservação ambiental.
Segundo ele, o conhecimento adequado da legislação também contribui para evitar irregularidades, infrações e situações que possam resultar em crimes ambientais.
São Joaquim como referência na fruticultura

A realização do encontro em São Joaquim também reforça a importância do município para o agronegócio catarinense e brasileiro, especialmente na produção de maçãs e na fruticultura de clima temperado.
Para Diego Hemkemeier, o município ocupa posição de destaque no setor.
“São Joaquim é uma vitrine na fruticultura como um todo, em especial na maçã. Por isso é sempre importante mostrar que a legislação ambiental é essencial e que o setor produtivo precisa conhecer essas questões para desenvolver suas atividades de forma adequada”, explicou.
Além das questões ambientais e das pesquisas voltadas ao campo, a programação também abriu espaço para um tema que vem ganhando cada vez mais importância: a inteligência artificial aplicada ao agro.
De acordo com Marcelo Mariotti Machado, a proposta foi apresentar aos associados novas possibilidades tecnológicas que já começam a fazer parte da rotina do setor agrícola.
Evento contou com apoio de entidades

O 7º Ciclo de Palestras da ASSEA teve patrocínio do CREA-SC e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de São Joaquim, além do apoio institucional de entidades ligadas ao setor profissional e agrícola.
O presidente da associação agradeceu a participação dos profissionais e destacou o apoio recebido para a realização do encontro, citando também Feagro Santa Catarina, Confea e Mútua.
Com uma programação realizada durante todo o dia, o ciclo proporcionou atualização técnica e troca de experiências entre os engenheiros agrônomos, aproximando pesquisa, legislação e novas tecnologias dos profissionais que atuam diretamente em uma das principais regiões produtoras de frutas do país.







