Casa onde aconteceu o crime, em São Joaquim, na Serra Catarinense

[dropcap]N[/dropcap]o ano de 2015, a Polícia Civil de São Joaquim, na Serra catarinense, indiciou Odalge Terezinha Zandonadi Nunes, na época com 67 anos, suspeita de ter matado o marido, de 71, em abril de 2014. O delegado que investigou na época, Diego Gonçalves de Azevedo afirmou que ela apresentou várias contradições sobre o crime e responderá por homicídio qualificado.

::Informações sobre o processo: n. 0001151-75.2014.8.24.0063 – Ação Penal de Competência do Júri / Homicídio Qualificado

O crime aconteceu por volta das 21h15 do dia 24 de abril de 2014. Sálvio Nunes da Silva foi assassinado dentro de casa após ter sido baleado. Ele era bastante conhecido na cidade, onde foi um dos fundadores de uma empresa de transporte turístico na Serra, mas não atuava no ramo há 20 anos. Até o crime, se dedicava à fruticultura e pecuária.

Depoimentos, provas periciais, interceptações telefônicas e outras evidências sigilosas indicaram que a mulher da vítima era a suspeita do crime, segundo o delegado. “Ela apontou como se uma pessoa magra, de cabelo comprido, tivesse cometido uma execução. É uma pessoa montada por ela”, afirmou o delgado Azevedo na época.

Informações divergentes

Para a polícia, a suspeita disse que ouviu os disparos e depois encontrou o marido morto. Ela disse que estava no andar de cima e a vítima no de baixo.

Peritos checaram as informações ditas em depoimento e concluíram que não batiam. “Ela disse que estava no closet e, depois de três segundos, olhou pela janela e viu a pessoa correndo. A perícia confirmou que seriam necessários de 10 a 15 segundos para isso. Nenhuma câmera da região flagrou o suspeito. Ela inventou a história”, diz o delegado.

Em depoimento, a suspeita disse ter ouvido três tiros, mas seis atingiram a vítima. “Eles foram disparados por alguém imperito no manuseio de armas”, diz o delegado.

Divergências conjugais

Testemunhas informaram à polícia que o casal tinha algumas divergências. Antes do crime, a vítima queria vender os bens da família em São Joaquim, para ir morar em Mato Grosso, onde também possui casas. Azevedo diz que a suspeita queria, justamente, o contrário.

“No dia do crime, pessoas ouviram discussão dentro da casa”, conta o delegado. A mulher chegou a ser presa temporariamente, mas foi liberada. Na época, segundo o delegado, por causa da idade dela, a polícia não solicitou a prisão preventiva no indiciamento.

Familiares

Em contato com familiares, os mesmos pedem que o caso seja solucionado com justiça, pois sentem a perda e a falta Sálvio Nunes da Silva.