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A Epagri realizou na tarde desta quinta-feira, 20 de agosto, o encerramento do Curso de Produção de Maçãs, no Centro de Treinamento de São Joaquim (Cetrejo). A capacitação reuniu produtores e técnicos ao longo de oito etapas, abordando desde a implantação dos pomares até a colheita, pós-colheita e comercialização da fruta.

Iniciado em 28 de maio, o curso teve uma extensa programação teórica e prática. Um dos destaques desta edição foi a presença de jovens que estão dando continuidade à atividade desenvolvida por suas famílias, mostrando a renovação das gerações dentro da fruticultura da Serra Catarinense.

Segundo o gestor regional da Epagri, Marlon Francisco Couto, a capacitação resgata uma iniciativa que já era desenvolvida na região na década de 1990, na época com apoio da Agência de Cooperação Alemã (GTZ). Após um período sem ser realizada, a formação foi retomada e vem sendo aprimorada.

“Há cerca de cinco anos a gente retomou esse curso e agora vem qualificando ele, com reforço na pesquisa e também na equipe de extensão rural”, explicou.

De acordo com Marlon, a formação atende tanto agricultores que já possuem experiência quanto aqueles que estão começando a trabalhar com a produção de maçãs.

Da implantação do pomar à comercialização

A extensionista da Epagri Maeve Castelo Branco explicou que a capacitação foi estruturada em oito etapas, permitindo aos participantes acompanhar praticamente todo o ciclo produtivo da macieira.

Entre os conteúdos abordados estiveram implantação de pomares, escolha das áreas, qualidade das mudas, fitossanidade, controle de pragas e doenças, novos sistemas de condução, raleio químico, quebra de dormência e poda.

A programação também contemplou colheita, pós-colheita e comercialização.

Além das atividades realizadas no Cetrejo, algumas etapas aconteceram na Estação Experimental da Epagri, com aulas práticas e visitas aos laboratórios. Os participantes também conheceram pomares comerciais e estruturas ligadas à cadeia produtiva.

No último dia do curso, o grupo realizou uma visita à Cooperativa Sanjo, onde conheceu mais sobre o funcionamento do cooperativismo dentro do setor da maçã.

Participação de jovens chama atenção

Para Maeve, um dos aspectos positivos desta edição foi o interesse e a assiduidade dos participantes, além da presença significativa de jovens ligados a famílias tradicionalmente envolvidas com a fruticultura.

“Muitos jovens estão participando, jovens que já estão na terceira geração da sua família continuando as atividades na fruticultura, e isso demonstra a importância que a maçã tem para a nossa região”, destacou.

A extensionista ressaltou ainda que o objetivo é fazer com que o conhecimento adquirido durante a capacitação seja levado diretamente para as propriedades, contribuindo para melhorar a produção, a qualidade das frutas e a renda das famílias.

A edição também apresentou alto índice de participação ao longo das diferentes etapas, demonstrando, segundo a organização, o interesse dos produtores pelos assuntos apresentados.

Conhecimento para quem está começando

Entre os participantes estava Rodrigo Nunes, que está iniciando sua trajetória na atividade e representa a segunda geração da família ligada à fruticultura.

Para ele, o acompanhamento técnico foi importante justamente neste começo.

“O curso é muito bacana para quem está iniciando, como eu. Estou engatinhando e esses primeiros passos amparados pela Epagri e por este curso foram muito importantes”, relatou.

Rodrigo conta que o pai já atua como fruticultor e que agora começa a trilhar o mesmo caminho. Segundo ele, a capacitação trouxe novos conhecimentos e informações que poderão ser aplicados na propriedade.

Epagri já planeja edição de 2027

A história recente do Curso de Produção de Maçãs começou em 2021, ainda durante a pandemia, quando a capacitação foi realizada de maneira on-line. A partir de 2022, as atividades passaram para o formato presencial, combinando aulas, atividades práticas e visitas técnicas.

Com o encerramento da edição deste ano, a Epagri já começou a preparar a programação de 2027, quando o curso deverá ser oferecido novamente em São Joaquim.

Marlon Francisco Couto reforçou a importância da capacitação diante dos desafios enfrentados pela cadeia produtiva. Além das oscilações de mercado, os produtores precisam lidar constantemente com as condições climáticas e com a necessidade de atualização tecnológica.

Para o gestor, mesmo diante de uma safra considerada desafiadora, a busca por conhecimento deve continuar.

“A fruticultura é cheia de desafios, assim como a vida da gente. Nada como estar preparado para o futuro”, destacou.

O encerramento no Cetrejo marcou, assim, mais uma etapa do trabalho de capacitação e assistência técnica aos produtores de maçã, atividade que possui forte importância econômica e social para São Joaquim e toda a região.