Na primeira sessão do Tribunal do Júri, em 2020, na comarca de Lages, um homem foi condenado a 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado pelo motivo fútil. Ele usou a panela de pressão da mãe para golpear a vítima.  O júri popular ocorreu nesta terça-feira (11).

O crime ocorreu em maio de 2018 em um beco no bairro Universitário. Conforme a denúncia do Ministério Público, o réu e a vítima estavam bêbados e tinham consumido droga. A briga teria começado por conta do término do entorpecente. Com uma panela de pressão e pedras, o homem de 32 anos foi atingido na cabeça e morreu no local.

Em três depoimentos, o acusado deu versões contraditórias. Neles, alegou legítima defesa. Para a promotoria de justiça, a tese não se sustenta porque a vítima, além de estar em desvantagem fisicamente, não possuía arma e o laudo pericial diz que ela percorreu uma distância de 14 metros sendo agredido.

O nome do réu aparece em 26 boletins de ocorrência. Ele é acusado de outro homicídio, cometido um ano depois do crime julgando nesta terça. Outro processo que está na fase de instrução trata de tentativa de homicídio, onde os acusados são ele e o irmão. A vítima também foi réu em processo de homicídio, e absolvido pelo juízo por ter sido em legítima defesa.

Próximo júri

O Tribunal do Júri se reúne no dia 18 de fevereiro para o julgamento de três homens acusados pelo MP por tentativa de homicídio qualificado e atuar em organização criminosa. Em 2017, eles atiraram contra um homem enquanto cortava a grama do jardim de casa. Não foi atingido porque se atirou no chão e fugiu. Os denunciados cometeram o crime, segundo a promotoria de justiça, por vingança motivada pela contribuição que a vítima prestou na investigação de outro crime.

 

NCI/TJSC – comarca de Lages