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Um dos símbolos da história da fruticultura de São Joaquim está em destaque durante a 25ª Festa Nacional da Maçã. A antiga máquina de seleção de maçãs, considerada um patrimônio histórico da fruticultura joaquinense, chama a atenção dos visitantes ao relembrar os primeiros anos do desenvolvimento da cultura da maçã na Serra Catarinense.

O equipamento representa uma importante parte da trajetória econômica, social e cultural do município, atividade que transformou São Joaquim em um dos maiores produtores de maçã do Brasil e referência nacional na produção de frutas de qualidade.

Embora não exista um registro oficial sobre a data de fabricação da máquina, acredita-se que ela tenha sido uma das pioneiras utilizadas no município para a classificação e seleção das maçãs produzidas na região.

O último proprietário do equipamento foi o produtor rural Eliezer Kalujny, da localidade do Boava. A máquina permaneceu em operação entre os anos de 1987 e 2001 em um imóvel comercial localizado no Centro de São Joaquim, próximo à Praça João Ribeiro, onde realizava a seleção das frutas produzidas na propriedade da família.

Após o falecimento de Eliezer, a máquina permaneceu no local e acabou sofrendo desgastes com a ação do tempo. Em junho de 2019, o equipamento foi doado pelo proprietário do imóvel, Romeu Bertollo, para Eduardo Luiz Moura Sobânia, com o objetivo de preservar um patrimônio histórico que poderia acabar sendo descartado ou reciclado.

Entre 2019 e 2025, a máquina permaneceu guardada e preservada em uma propriedade da família de Velocino Salvador Bolzani Neto, que, juntamente com Eduardo Sobânia, reconheceu a importância histórica do equipamento para as futuras gerações.

Em 2025, entendendo que o patrimônio deveria estar acessível à comunidade e integrar oficialmente a memória histórica do município, Eduardo Sobânia e Velocino Bolzani Neto realizaram a doação da máquina ao Departamento de Cultura da Prefeitura de São Joaquim.

Mais do que um simples equipamento agrícola, a máquina simboliza o esforço, a dedicação e o pioneirismo dos produtores que ajudaram a construir a identidade da maçã joaquinense. Ela representa uma época em que o crescimento da fruticultura dependia do trabalho familiar, da adaptação tecnológica e da coragem de quem acreditou no potencial agrícola da Serra Catarinense.

A exposição da máquina durante a 25ª Festa Nacional da Maçã busca valorizar e preservar a memória da fruticultura, reforçando a importância histórica do setor que ajudou a transformar São Joaquim em um dos principais polos produtores de maçã do país.