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A Vigilância em Saúde, órgão da Secretaria Municipal da Saúde, identificou na última semana no bairro Popular, um foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika vírus e chikungunya, na área urbana da cidade.

O foco foi localizado durante inspeção de rotina em uma das 600 armadilhas que estão instaladas em pontos estratégicos da cidade para monitorar a eventual presença do mosquito. Até então, o registro do último foco do Aedes aegypti em Lages ocorreu em janeiro do ano passado e foi prontamente eliminado. “Lages não está na relação dos municípios catarinenses considerados infestado pelo mosquito. Mas a população precisa fazer sua parte evitando acúmulo de água parada para a situação não se agravar”, acrescenta o secretário municipal da Saúde, Claiton Camargo de Souza.

Os agentes de endemias estão fazendo inspeções nas casas e estabelecimentos que ficam no entorno de onde o foco foi detectado, no intuito de identificar outros possíveis locais onde a fêmea do mosquito possa ter depositado os ovos. “Nossas equipes estão passando de casa em casa orientando os moradores sobre a presença do mosquito e solicitando para realizar inspeção preventiva. Todos os possíveis criadouros, como vasos de planta, potes, lonas, pneus, garrafas, piscinas e garrafas são eliminados”, enfatiza Márcio Rodrigues da Silva, biólogo do Programa de Combate as Endemias.

Ações preventivas são realizadas em Lages

Vistorias frequentes são realizadas em aproximadamente 200 pontos estratégicos da cidade como cemitérios, borracharias, ferros-velhos, depósitos de recicláveis, floriculturas, entre outros, que geralmente reúnem as condições ideais à proliferação do mosquito.

A população pode auxiliar denunciando possíveis focos do Aedes aegypti, através do telefone (49) 3251-7975. Quando a situação envolver estabelecimentos comerciais ou congêneres, a denúncia pode ser feita pelo e-mail [email protected]. “A orientação é que ao menos uma vez por semana as pessoas façam uma inspeção geral em seus imóveis, e estejam atentas aos locais de risco para o desenvolvimento do mosquito”, destaca a Diretora de Vigilância em Saúde, Regina de Souza Oliveira Martins.

Texto: Flávio Fernandes