KM-293 da SC-114 cedeu em maio de 2017 devido à escavações ilegais em uma cascalheira próxima ao trecho – Foto: Núbia Garcia

 

O adensamento no KM-293 da SC-114, entre os municípios de Painel e São Joaquim, resultado do escorregamento de parte da terceira pista ocorrido em maio de 2017, pode estar prestes a ser reparado. Isto porque foi divulgado o resultado do processo licitatório para recuperação – aberto somente em março de 2019.

 

A empresa Confer Construtora Fernandes Ltda. foi a vencedora e os trabalhos devem iniciar nas próximas semanas. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, o órgão está mobilizado para que seja realizada a assinatura do contrato com a empresa.

Em nota, a pasta informou que, após esta etapa, acontecerá a assinatura da ordem de serviço para início dos trabalhos de terraplanagem, pavimentação, drenagem, obras de arte corrente, sinalização, obras complementares e meio ambiente. O valor para execução da obra é de R$ 1.150.822,52 e o prazo para a conclusão é de 180 dias, a contar da assinatura da ordem de serviço – que ainda não tem previsão para acontecer.

Ainda de acordo com a assessoria, neste momento não é possível divulgar como acontecerá o tráfego de veículos no local durante a execução da obra. Esta informação será apresentada pela Confer, junto ao o cronograma de execução da obra.

Relembre o caso

Este trecho da pista cedeu em maio de 2017, apenas dois meses após a inauguração da reforma da rodovia. A época, o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) declarou que o problema foi provocado devido à escavações ilegais em uma cascalheira próxima ao trecho, que funcionava sem licença ambiental, não havendo, portanto, relação com a obra de restauro da rodovia. O desnível na pista é de aproximadamente 80 centímetros e, durante todo este período, o desvio no local esteve sinalizado com cones.

Dezembro de 2017

O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Wanderley Teodoro Agostini, esteve no local e confirmou que a escavação é que teria causado os danos na estrada. Ele declarou que a empresa que executou a obra de pavimentação seria contratada para consertar a pista e que o reparo seria executado com dispensa de licitação.

Na época, Wanderley afirmou que não houve erro na execução dos trabalhos, o que isenta a empresa de qualquer responsabilidade. Assim, ela seria remunerada para realizar os serviços necessários. Ele não esclareceu se os responsáveis pela cascalheira teriam que arcar com os custos dos estragos.

Julho de 2018

Mas em julho de 2018, o superintendente regional do Deinfra, Narciso Leal Narciso reforçou que o que aconteceu no local foi um acidente geológico. “Uma infiltração de água vinda da encosta da rodovia provocou um escorregamento de parte da terceira pista. Há a necessidade de fazer a correção e uma ação de um projeto específico. A solução está sendo programada”, declarou na época.

Fonte:CL Mais