
O mercado brasileiro da maçã encerrou o mês de outubro com queda nos preços das principais variedades comercializadas. De acordo com levantamento do Hortifrúti/Cepea, referente à semana de 26 a 30 de outubro, a redução no poder de compra dos consumidores, característica do final do mês, contribuiu para a diminuição da demanda e pressionou as cotações da fruta.
Além da menor procura, agentes do setor apontam que os estoques elevados, resultado da grande produção registrada neste ano, também estão influenciando diretamente os preços praticados no mercado.
Nas regiões classificadoras, a maçã Fuji graúda, categoria 1, foi comercializada ao preço médio de R$ 100,90 pela caixa de 18 quilos, representando uma queda de 1,41% em relação à semana anterior.
Já a maçã Gala miúda, categoria 3, apresentou uma redução ainda maior. A fruta foi negociada, em média, a R$ 35,70 pela caixa de 18 quilos, queda de 3,25% no mesmo período.
Queda também atinge o mercado atacadista
No mercado atacadista de São Paulo, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o cenário também foi de retração nas vendas.
Segundo os agentes consultados, a demanda pela fruta diminuiu durante os últimos dias de outubro, provocando uma redução nas cotações da variedade Fuji.
No entreposto paulista, a Fuji graúda, categoria 1, foi negociada a R$ 138,90 pela caixa de 18 quilos, valor 1,09% inferior ao registrado na semana anterior.
Estoques elevados preocupam o setor produtivo
A situação merece atenção especial dos produtores de maçã da Serra Catarinense, principalmente de São Joaquim, um dos principais polos produtores da fruta no Brasil e referência nacional no cultivo da variedade Fuji.
O comportamento do mercado é acompanhado pelo setor produtivo, já que a redução nos preços pode impactar a rentabilidade da atividade, especialmente diante dos custos de produção, armazenamento e comercialização.
A elevada quantidade de maçãs armazenadas em câmaras frigoríficas continua sendo um dos principais fatores que limitam a recuperação dos preços.
Novembro deve ter pouca reação nos preços
Para novembro, a expectativa do Hortifrúti/Cepea é de uma redução gradual na oferta da fruta no mercado brasileiro. Entretanto, essa diminuição não deverá ser suficiente para provocar uma recuperação expressiva nas cotações.
Isso porque os volumes estocados continuam elevados para esta época do ano, mantendo a pressão sobre os preços.
Outro fator que poderá influenciar o mercado é o aumento da presença de maçãs importadas no comércio brasileiro. A maior disponibilidade de frutas estrangeiras poderá ampliar a concorrência e dificultar uma valorização das variedades nacionais.
Diante desse cenário, o setor produtivo deverá acompanhar atentamente o comportamento da demanda e a movimentação dos estoques ao longo de novembro.
Fonte: Hortifrúti/Cepea – HF Brasil | Levantamento de 26 a 30 de outubro de 2026.
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